Kaywa Hilton, a valorização do pescado baiano precisa ir muito além do calendário religioso. À frente dos restaurantes Boia, em Salvador, e Maré, na Praia do Forte, ele tem como missão ampliar o olhar sobre a diversidade de espécies disponíveis na costa do estado.
Segundo o chef, ainda há uma cultura limitada de consumo, muitas vezes baseada em peixes importados, enquanto espécies locais seguem pouco exploradas. “Existe uma riqueza absurda de espécies na nossa costa que simplesmente não é aproveitada”, afirma. Para ele, incentivar o consumo do pescado regional é também uma forma de fortalecer a economia local e valorizar os pescadores.

Chef destaca riqueza do pescado baiano e defende consumo além da Semana Santa
A proposta dos seus restaurantes reflete esse conceito. O menu é definido a partir do “peixe do dia”, priorizando frescor e sazonalidade, com produtos adquiridos diretamente de pescadores locais. A escolha, segundo Kaywa, reduz impactos ambientais e garante qualidade superior.
Outro diferencial está na forma de apresentação. No Boia, os peixes passam por um processo de maturação e ficam expostos ao público, criando uma conexão direta com o alimento e estimulando a curiosidade dos clientes.
Com formação na França e passagens por cozinhas internacionais, Kaywa Hilton integra a nova geração da gastronomia brasileira e aposta na combinação entre técnica e identidade local. Seu trabalho tem como base o uso de espécies nativas e práticas sustentáveis, reforçando a ideia de que o peixe baiano pode — e deve — estar presente à mesa durante todo o ano.
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