De onde vem o peixe que você come? Maioria do pescado em Salvador é importada

De onde vem o peixe que você come? Maioria do pescado em Salvador é importada

Redação Alô Alô Bahia

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Bruno Concha / PMS

Publicado em 02/04/2026 às 16:08 / Leia em 2 minutos

O peixe que chega à mesa do soteropolitano percorre um caminho maior do que muitos imaginam. Segundo comerciantes do Mercado do Peixe de Água de Meninos, a maior parte do pescado vendido em Salvador vem de outros estados. Apesar da qualidade das espécies do litoral baiano, a pesca artesanal local não consegue atender sozinha à demanda da capital.

A oferta é organizada por regiões. A corvina, um dos peixes mais consumidos por ter bom custo-benefício, é majoritariamente trazida do Sul do país, especialmente de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Segundo o biólogo Roberto Pantaleão, da Bahia Pesca, a abundância nesses estados permite preços mais competitivos.

Já a pescada amarela tem origem predominante no Norte. De acordo com especialistas e comerciantes, quase toda a pescada consumida em Salvador vem de regiões como Bragança e Camocim. Nos boxes do mercado, vendedores confirmam a diversidade de procedência, com peixes vindos de estados como Ceará, Maranhão, Alagoas e Santa Catarina.

Mesmo com a forte presença de pescado de fora, os peixes capturados na costa baiana têm maior valorização gastronômica. Espécies recifais como badejo, cioba, dentão, pargo e cavala são consideradas mais nobres, embora a produção seja menor. “A pesca artesanal entrega qualidade, mas em quantidade limitada”, explica Pantaleão.

Segundo comerciantes, cerca de 60% do pescado vendido vem de outros estados, enquanto 40% ainda é de origem baiana. Para quem busca peixe local, a alternativa são colônias de pescadores em bairros como Itapuã, Rio Vermelho e Amaralina.

No consumo em larga escala, porém, a importação segue predominando. O salmão, por exemplo, é totalmente importado, já que o Brasil não possui águas frias adequadas para a criação da espécie.

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