Beber muito num só dia pode ser mais perigoso para o fígado do que beber pouco todo dia, revela estudo

Beber muito num só dia pode ser mais perigoso para o fígado do que beber pouco todo dia, revela estudo

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 02/04/2026 às 15:08 / Leia em 2 minutos

Um estudo recente indica que o padrão de consumo de álcool pode influenciar diretamente o risco de complicações hepáticas em pessoas com Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA), condição que atinge entre 18% e 29% dos adultos no Brasil. A pesquisa aponta que episódios de ingestão excessiva aumentam significativamente a probabilidade de desenvolvimento de Fibrose hepática.

No levantamento, o consumo excessivo episódico foi definido como a ingestão, ao menos uma vez por mês, de quatro ou mais doses de bebida alcoólica para mulheres ou cinco ou mais para homens, em uma única ocasião.

A análise foi baseada em dados da Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição dos Estados Unidos, com informações de mais de oito mil adultos coletadas entre 2017 e 2023.

Os resultados contrariam a percepção de que beber grandes quantidades de álcool de forma ocasional teria impacto reduzido na saúde. Segundo o estudo, indivíduos que concentram o consumo em um único dia apresentam risco três vezes maior de desenvolver formas avançadas de fibrose hepática, em comparação com aqueles que distribuem a ingestão ao longo de vários dias.

O pesquisador Brian Lee destacou que o resultado traz um alerta para a prática clínica. “Este estudo é um enorme alerta, porque tradicionalmente os médicos tendem a analisar a quantidade total de álcool consumida, e não a forma como é consumida, ao determinar o risco para o fígado”, afirmou.

Ele também ressaltou que, embora o estudo tenha foco em pacientes com DHGNA, as conclusões podem ter implicações mais amplas. “Essas descobertas também podem ser pertinentes a uma população de pacientes mais ampla”.

“Com mais da metade dos adultos relatando algum episódio de consumo excessivo de álcool, essa questão merece mais atenção tanto de médicos quanto de pesquisadores para ajudar a compreender, prevenir e tratar melhor as doenças hepáticas”, concluiu.

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