Salvador 477 anos: Camila Marinho e Emerson Ferretti abrem o coração sobre o amor pela capital baiana

Salvador 477 anos: Camila Marinho e Emerson Ferretti abrem o coração sobre o amor pela capital baiana

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Tiago Mascarenhas

Fernando Antonio/Reprodução/Instagram

Publicado em 29/03/2026 às 15:26 / Leia em 4 minutos

Celebrar o aniversário de Salvador neste 29 de março é entender que a primeira capital do Brasil não é apenas uma cidade qualquer no mapa desse Brasilzão. Ela é, antes de tudo, um estado de espírito; um magnetismo inexplicável que atrai, acolhe e, sem pedir licença, sequestra o coração de quem vem de fora.

Não é à toa que a cidade coleciona filhos adotivos. Pessoas que cruzaram o país trazendo na bagagem sotaques de outras regiões, mas que encontraram na Baía de Todos-os-Santos o seu verdadeiro CEP emocional.

Para marcar a data, o Alô Alô Bahia conversou com duas personalidades que vivenciaram esse feitiço na pele e que, de tão enraizados, ganharam o reconhecimento oficial das casas legislativas: a jornalista Camila Marinho e o presidente do Esporte Clube Bahia (Associação), Emerson Ferretti.

Mineira de Belo Horizonte, Camila Marinho desembarcou em Salvador há 20 anos. O que era para ser um passo na carreira na TV Bahia transformou-se em uma vida inteira. Hoje um dos rostos mais prestigiados do telejornalismo baiano, ela conta que a ficha de que a capital havia se tornado sua casa caiu em um momento de ausência.

“Acho que uma das primeiras vezes que tive essa sensação foi quando não participei de uma Lavagem do Bonfim por estar viajando. Me lembro que acompanhava de longe, com o coração partido. Nesses quase 21 anos, absorvi muito do costume do soteropolitano. E a partir do momento em que o próprio morador raiz te confunde com um, você tem a certeza de que está literalmente em casa”, relembrou a jornalista, que tem a Igreja do Bonfim como seu local oficial de recarga de energias.

Foto: Reprodução/Instagram

A adoção foi formalizada em dezembro de 2025, quando Camila recebeu o Título de Cidadã Soteropolitana na Câmara Municipal.

“Foi uma sensação de pertencimento. Eu já me sentia soteropolitana de alma, mas o título veio como um reconhecimento, como se fosse um teste de DNA que dá positivo. É como se alguém dissesse que você realmente merece porque honra essa cidade”, contou emocionada.

Para ela, o amor por Salvador tem um aroma muito específico: “A sensação da brisa do mar no entardecer da Baía de Todos-os-Santos”.

Foto: Reprodução/Instagram

No universo do esporte, o feitiço soteropolitano tem a mesma força. O ex-goleiro e gestor Emerson Ferretti, natural de Porto Alegre (RS), chegou à cidade no início dos anos 2000 para defender o Tricolor de Aço. A conexão, segundo ele, foi instantânea.

O impacto da cidade na vida do atleta transcendeu. Emerson construiu uma história de 26 anos com a Bahia, o que lhe rendeu recentemente o Título de Cidadão Baiano pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Mas o epicentro dessa relação sempre foi Salvador, que também lhe concedeu o Título de Cidadão Soteropolitano, em 2009.

“A sensação de casa aconteceu desde o primeiro momento em que pisei no aeroporto, no dia 4 de janeiro de 2000, para me apresentar como o novo goleiro do Bahia. A sensação de estar em casa já foi dali”, relatou.

Foto: Reprodução/Instagram

Acostumado à rotina agitada do futebol, ele encontrou no litoral soteropolitano o seu refúgio: “Eu amo praia e vivo nas praias de Salvador, mas a Praia da Paciência, no Rio Vermelho, é um lugar bastante especial para mim. E sentimento que traduz o meu amor pela cidade é justamente esse: eu me sinto em casa aqui. E não há nada melhor do que estar em casa para se sentir bem”.

Foto: Reprodução/Instagram

Mais do que um refúgio para quem vem de fora, Salvador é a própria matriz da identidade brasileira. Celebrar o aniversário da primeira capital do país é reverenciar o lugar onde o Brasil começou a ser desenhado.

De centro político histórico a epicentro inesgotável de cultura, fé e resistência, a cidade não apenas conta a nossa história, mas dita o ritmo e a alma da nação. Salvador não é só de quem nasce ou escolhe viver nela, é o coração pulsante do Brasil.

O especial Salvador 477 anos do Alô Alô Bahia é oferecido pela Moura Dubeux e Guanabara e conta com apoio institucional da Prefeitura Municipal de Salvador.

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