Robô rege orquestra na Avenida Paulista ao lado de maestro João Carlos Martins; veja vídeo

Robô rege orquestra na Avenida Paulista ao lado de maestro João Carlos Martins; veja vídeo

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

@centroculturalfiesp

Publicado em 29/03/2026 às 18:21 / Leia em 2 minutos

A Avenida Paulista foi palco, neste domingo (29), de um encontro simbólico entre tecnologia e arte que chamou a atenção de quem passava pela região. Em frente ao Centro Cultural Fiesp, a Bachiana Filarmônica do SESI-SP se apresentou sob uma condução inusitada: um robô humanoide capaz de aprender movimentos humanos dividiu a regência com o maestro João Carlos Martins, de 85 anos.

A apresentação começou com o robô, modelo Unitree G1, à frente da orquestra na primeira parte do primeiro movimento de “Eine Kleine Nachtmusik”, de Wolfgang Amadeus Mozart. Após a execução inicial, Martins assumiu o posto e deu continuidade à peça, contrastando a precisão tecnológica com a intensidade da interpretação humana.

A experiência evidenciou o avanço da inteligência artificial aplicada à música, mas também reforçou o papel da sensibilidade artística. Dias antes, o maestro já havia refletido sobre esse limite. “A música é feita através de tradição e inovação. A inteligência artificial, baseada na tecnologia, está ajudado muito, principalmente no campo da informação, de novas descobertas científicas e no campo da saúde. Agora, quando nós chegamos nas artes, a história é diferente”, disse ao Estadão.

Para ele, embora o robô consiga executar a regência com exatidão, falta aquilo que define a arte. “A lágrima e o sorriso nos lábios (acontece) através do ser humano. É através do maestro e dos músicos, baseado na musicalidade, não só dos músicos, como do maestro. E isso a inteligência artificial não consegue atingir”, disse.

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