A turnê “Tempo Rei”, anunciada como a última grande excursão da carreira de Gilberto Gil, chega ao fim neste sábado (28), em São Paulo, encerrando um ciclo iniciado há um ano e marcado por apresentações concorridas e emocionantes. Ao longo da jornada, mais de 620 mil pessoas assistiram aos shows no Brasil e também em cidades como Buenos Aires, na Argentina, e Santiago, no Chile, consolidando o espetáculo como um dos mais relevantes da música brasileira recente.
No palco, Gil esteve acompanhado por uma formação que traduz sua trajetória pessoal e artística: filhos, netos e familiares dividem a cena com músicos como Mestrinho, Gustavo Di Dalva e Marlon Sette, além de um quarteto de cordas. O resultado é uma celebração afetiva e potente, que reforça o caráter de legado e continuidade da obra do artista.
Com cerca de duas horas e meia de duração, o espetáculo reúne mais de 30 canções que atravessam seis décadas de carreira, incluindo clássicos como “Toda Menina Baiana”, “Aquele Abraço”, “Domingo no Parque” e “Realce”. A turnê revisita diferentes fases de um dos nomes mais importantes da cultura brasileira, que também foi ministro da Cultura e, desde 2021, integra a Academia Brasileira de Letras.
Outro destaque da “Tempo Rei” foi a participação de convidados especiais, anunciados pouco antes de cada apresentação e responsáveis por momentos únicos em cada cidade. Ao longo da turnê, dividiram o palco com Gil artistas como Chico Buarque, Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Lulu Santos, Anitta, Liniker, Caetano Veloso, Roberto Carlos, Fafá de Belém e Charly García.
Mesmo em clima de despedida dos grandes palcos em turnê, Gil segue ativo e criativo. Em 2026, abriu a temporada do projeto Tiny Desk Brasil ao lado dos netos Flor e Bento, reafirmando o diálogo entre gerações e sua capacidade de se reinventar aos 83 anos.