A modelo Martha Graeff rompeu o silêncio, na tarde desta sexta-feira (27), sobre o escândalo envolvendo o Banco Master e o vazamento de conversas íntimas com seu ex-noivo, Daniel Vorcaro.
Através de uma carta enviada ao Metrópoles, ela negou qualquer conhecimento prévio sobre os esquemas do banqueiro e afirmou ter descoberto as irregularidades pela imprensa.
A justificativa da modelo se baseia na imagem pública do empresário e na fiscalização do setor financeiro. O documento aponta que Vorcaro operava em uma área rigorosamente regulada, o que não dava margem para dúvidas sobre a legalidade de suas operações.
“E, não, eu não desconfiava, assim como também não sabiam e não desconfiavam os órgãos reguladores e autoridades, parceiros de negócio, clientes e tantos outros”, declarou Martha. Ela descreveu o ex-noivo como um homem respeitado no Brasil e no exterior, sem histórico público de investigações.
O vazamento das trocas de mensagens e a consequente exposição na mídia geraram um forte impacto emocional na modelo. O relacionamento de aproximadamente um ano e oito meses era mantido à distância, com ela morando nos Estados Unidos e ele no Brasil, o que justifica o alto volume de comunicação virtual diária.
Martha classificou o momento atual como as piores semanas de sua vida e alertou que a invasão de privacidade atinge diretamente sua filha de seis anos e seus familiares. “Fui linchada, cancelada e vulgarizada. A quem interessa tudo isso?”, questionou no texto.
As denúncias de que teria ocultado patrimônio do banqueiro no exterior também foram rebatidas de forma categórica. A modelo garantiu que nunca se envolveu nos negócios de Vorcaro e negou o recebimento de imóveis, carros, barcos ou participação em fundos de trust.
Martha frisou que trabalha há 26 anos, construiu seu próprio patrimônio e mantém tudo devidamente declarado. “Me sinto quebrada por dentro e por fora, mas não escrevo essa manifestação como vítima”, desabafou, garantindo que pretende enfrentar a situação de cabeça erguida.
Veja a carta de Martha Graeff na íntegra:
“Aos meus familiares, amigos, parceiros de trabalho e voluntariado, às pessoas que me acompanham no dia a dia e a todos os cidadãos de bem interessados em entender o que está acontecendo em nosso país – e não apenas em julgar e punir injustamente – esclareço informações inverídicas e caluniosas que circulam a meu respeito.
Em primeiro lugar, sobre tudo que veio à tona nas últimas semanas: Não, EU NÃO SABIA. Soube exatamente como a maioria dos brasileiros: pela imprensa. E, não, eu não desconfiava, assim como também não sabiam e não desconfiavam os órgãos reguladores e autoridades, parceiros de negócio, clientes e tantos outros. Não havia contra ele qualquer investigação conhecida, sequer acusações. Além disso, ele atuava em uma área fiscalizada, regulada, eu simplesmente não tinha qualquer razão para não acreditar.
As últimas semanas têm sido as piores da minha vida – e não atinge só a mim, mas também à minha filha, uma menina de 6 anos, e a meus familiares. Minha vida privada foi invadida, conversas íntimas, que nada têm a ver com as investigações em curso, vazaram e foram expostas de maneira criminosa – e conveniente. Fui linchada, cancelada e vulgarizada. A quem interessa tudo isso?
Eu me apaixonei por um homem que era especial não apenas comigo, mas também com a minha família e com os meus amigos. Um pai e um empresário bem-sucedido, respeitado por pessoas respeitáveis, não apenas no Brasil, mas no exterior. Nosso relacionamento de cerca de 1 ano e oito meses sempre foi à distância, eu morando nos Estados Unidos, ele no Brasil. Por isso, falávamos muito por mensagens.
Sobre as acusações de ter sido beneficiada pela transferência de bens para o meu nome, também não são verdadeiras. Nunca me envolvi em negócios do meu ex-namorado, nem sabia de detalhes de sua atuação. Não faço parte de nenhum trust, nem recebi imóveis, carros ou barco, como estão dizendo irresponsavelmente.
Trabalho desde os meus 14 anos, portanto, há 26 anos, dos quais, moro fora do Brasil há mais de 20 anos. Todo meu patrimônio foi construído por mim e está devidamente declarado.
Me sinto quebrada por dentro e por fora, mas não escrevo essa manifestação como vítima. Estou aqui como mulher, como mãe e como profissional, tentando superar essa imensa dor. E com o mesmo esforço, foco e determinação que sempre tive até aqui, pretendo passar por esse momento de cabeça erguida”.