A Appian Capital Advisory Limited e a Atlantic Nickel iniciaram, nesta quinta-feira (26), os trabalhos preliminares para a transição subterrânea na mina Santa Rita, na Bahia, com o desmonte inaugural de rochas para abertura do primeiro portal de acesso Sul. A previsão das empresas é que a unidade, instalada na cidade de Itagibá, no sul do estado, se torne a maior mina subterrânea da América Latina. O Projeto Underground deve estender a vida útil da operação de oito para mais de 30 anos.
“A abertura do Portal Sul marca uma etapa importante para a Atlantic Nickel e reforça nossa convicção no potencial de longo prazo desse ativo. A transição para a mineração subterrânea prolongará significativamente a vida útil da mina, permitindo uma recuperação mais eficiente de recursos e reduzindo a pegada ambiental superficial”, afirmou Milson Mundim, country manager da Appian Brazil.
O projeto utilizará o método de produção subterrânea conhecido como sublevel caving, já aplicado em grandes minas na Suécia, África do Sul e Austrália. A técnica foi escolhida por possibilitar maior recuperação de recursos, mantendo a capacidade produtiva com menor impacto na superfície.
Segundo as empresas, o método também se adapta às condições geológicas do depósito, contribuindo para eficiência e segurança durante o processo de extração. A expectativa é que a técnica reduza impactos ambientais em comparação à mineração a céu aberto, ao limitar poeira, ruídos e intervenções na superfície.
Desde a retomada das operações, em 2019, a Atlantic Nickel opera uma mina a céu aberto com capacidade de processamento de cerca de 6,6 milhões de toneladas de minério por ano. Desde 2020, a empresa já exportou mais de 632 mil toneladas de concentrado de níquel para países como Canadá, China e Finlândia, em mais de 50 embarques.
Em 2024, a companhia concluiu o Estudo de Pré-Viabilidade (PFS) para a expansão subterrânea da mina. O levantamento indicou potencial de operação por décadas, com produção anual estimada em cerca de 30 mil toneladas de níquel equivalente (NiEq), além de custos competitivos e menor intensidade de capital. Atualmente, o projeto avança para a fase de estudo de viabilidade definitivo (DFS), com o desenvolvimento inicial já em andamento.