O Instituto Butantan vai passar a produzir no Brasil um medicamento avançado contra o câncer já utilizado no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa ocorre por meio de uma parceria com a farmacêutica MSD, após edital do Ministério da Saúde.
O remédio, o pembrolizumabe, estimula o sistema imunológico a combater células cancerígenas e é considerado menos tóxico que a quimioterapia. Atualmente, ele já é oferecido no SUS para pacientes com melanoma metastático.
Cerca de 1,7 mil pessoas utilizam o tratamento por ano, com custo estimado em R$ 400 milhões. A expectativa é ampliar o uso para outros tipos de câncer, como colo do útero, esôfago, mama e pulmão, o que pode elevar o número de pacientes atendidos para até 13 mil.
A produção será feita de forma gradual, com transferência de tecnologia ao longo dos próximos anos. “O objeto dessa parceria é uma molécula nova, e o Butantan vai desenvolver a capacidade de produzir esta molécula e acima de tudo desenvolver a competência para produzir outras moléculas similares no futuro”, afirmou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri.
Seundo ela, a fabricação nacional pode reduzir custos e evitar desabastecimento. “A gente produzir aqui deixa o paciente brasileiro com mais garantias de que esse medicamento não vai faltar por conta de eventos externos que causem a interrupção de cadeias logísticas.”