Mundo enfrentou década mais quente da história até 2025, alerta ONU

Mundo enfrentou década mais quente da história até 2025, alerta ONU

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Reprodução

Publicado em 23/03/2026 às 10:36 / Leia em 2 minutos

O relatório da Organização Meteorológica Mundial divulgado pelas Nações Unidas nesta segunda-feira (23) aponta que a humanidade enfrentou, entre 2015 e 2025, a década mais quente da história, marcada por níveis recordes de gases de efeito estufa, intenso aquecimento dos oceanos e eventos climáticos extremos. De acordo com o estudo, em 2025, a temperatura média global ficou cerca de 1,43 °C acima dos níveis pré-industriais, colocando o ano entre o segundo e o terceiro mais quente desde 1850. 

A humanidade acaba de passar pelos onze anos mais quentes já registrados. Quando a história se repete onze vezes, não é mais uma coincidência. É um chamado à ação (…) O Planeta Terra está sendo levado além de seus limites. Todos os principais indicadores climáticos estão em alerta vermelho”, alerta o secretário-geral da ONU, António Guterres. “As atividades humanas estão perturbando cada vez mais o equilíbrio natural e viveremos com essas consequências por centenas e milhares de anos“, acrescenta Celeste Saulo, secretária-geral da OMM.

A maior parte do calor adicional não permanece na atmosfera. Aproximadamente 91% é absorvido pelos oceanos, que vêm acumulando energia em um ritmo cada vez mais acelerado. Nos últimos 20 anos, os mares passaram a reter, anualmente, o equivalente a cerca de 18 vezes todo o consumo de energia da humanidade.

Além disso, os oceanos também absorvem dióxido de carbono da atmosfera, o que provoca alterações químicas na água e intensifica os impactos ambientais. O relatório indica que o calor armazenado nos mares atingiu níveis recordes e que a taxa de aquecimento mais do que dobrou em relação ao período entre 1960 e 2005.

A pesquisa também chama a atenção para o desequilíbrio energético da Terra, a diferença entre a energia que entra no sistema climático, vinda do Sol, e a que é devolvida ao espaço. Em 2025, esse desequilíbrio atingiu o maior nível desde o início das medições, em 1960. Na prática, isso significa que o planeta está retendo mais calor, o que intensifica fenômenos naturais e ajuda a explicar por que eventos extremos têm se tornado mais frequentes e mais intensos. 

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia