Encontro Náutico-Cultural do Museu do Recôncavo reúne cerca de 2 mil pessoas em primeira edição

Encontro Náutico-Cultural do Museu do Recôncavo reúne cerca de 2 mil pessoas em primeira edição

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

André Sá/ Ascom Ipac

Publicado em 23/03/2026 às 12:31 / Leia em 3 minutos

Cerca de duas mil pessoas participaram do I Encontro Náutico-Cultural do Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, realizado neste final de semana, na Enseada de Caboto, em Candeias. O evento contou com uma programação cultural gratuita, feira gastronômica e de artesanato, além de passeios de saveiro e a I Regata do Museu, que reuniu  64 embarcações e cerca de 200 velejadores.

Principal destaque da programação, a regata movimentou a Baía de Todos-os-Santos no sábado, reunindo participantes de diferentes gerações: do velejador mais jovem, com 9 anos, ao mais experiente, Fred Cardoso, de 80 anos, homenageado durante a premiação. Ao todo, foram disputadas nove categorias, com premiação para os três primeiros colocados de cada uma.

A participação de velejadores, saveiristas e da comunidade demonstra o simbolismo de ver este espaço cultural aberto e vivo, integrando cultura, lazer e esporte”, afirma o secretário de Cultura do Estado, Bruno Monteiro. “É uma ação fundamental para o fortalecimento do museu como um espaço de convivência, de consciência e de quebra de barreiras sociais”, acrescenta a coordenadora do Museu, Daniela Steele.

Representando a comunidade náutica, Marcelo Froes, presidente da Associação Náutica da Bahia, destacou o impacto do encontro. “Eventos como este valorizam a cultura náutica da Baía de Todos os Santos e criam oportunidades para integrar diferentes gerações de velejadores, além de aproximar o público do esporte”, disse.

 

Programação diversa e participação do público

Ao longo dos dois dias, o público teve acesso a uma programação para diferentes faixas etárias. A Vila Infantil reuniu brinquedos infláveis, pintura facial e esculturas em balões, enquanto a feira de artesanato e gastronomia valorizou empreendedores locais.

Entre as oficinas formativas, os destaques ficaram por conta do “Contra-Brasões: Memória, Trabalho e Fogo”, ministrada pela artista Luiza Nery, além das atividades promovidas pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Sul da Bahia, como “Barquinhos do Futuro” e a oficina de produção audiovisual “Lugares de Memória”. As ações articularam educação ambiental, memória e práticas criativas.

No campo das artes visuais e performances, a exposição “Arandu – Caminhar com a Própria Sombra”, de Luiza Nery, permaneceu aberta durante todo o evento, reunindo cerâmica e ação performática em torno de temas como ancestralidade e pertencimento. A programação incluiu ainda a performance “Casa de Reza” e a exposição fotográfica do IDES, com registros de experiências socioeducativas no território.

A programação cultural contou também com atrações musicais e cênicas, como o aulão de pagode baiano, que encerrou as atividades no domingo, além do show interativo do Grupo Stripulia e o espetáculo de teatro de fantoches “Era uma vez, o menino, o velho e o burro”, do Grupo Ereoatá.

As atividades náuticas ampliaram a experiência do público com passeios gratuitos no saveiro Sombra da Lua, embarcação centenária, com saídas regulares ao longo dos dois dias.

Outro destaque foi o lançamento do novo site do Museu do Recôncavo, ampliando o acesso do público ao acervo da instituição. Também foi realizada a oficina de acessibilidade cultural com a especialista Sandra Rosa.

A Biblioteca Móvel da Fundação Pedro Calmon também esteve presente no evento, com atividades de incentivo à leitura, contação de histórias e distribuição de livros por meio de ações interativas.

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