Norte da Europa lidera ranking dos países mais felizes; veja a posição do Brasil

Norte da Europa lidera ranking dos países mais felizes; veja a posição do Brasil

Redação Alô Alô Bahia

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ONU

Publicado em 19/03/2026 às 12:18 / Leia em 4 minutos

A Finlândia permanece na liderança do ranking global de felicidade em 2026, de acordo com a nova edição do Relatório Mundial da Felicidade, estudo elaborado por um consórcio internacional de pesquisadores com apoio da Organização das Nações Unidas. O levantamento, que avalia mais de 130 países, também chama atenção para mudanças no bem-estar entre gerações e para a posição instável de países como o Brasil.

A lista segue dominada por nações do norte da Europa. Após a Finlândia, aparecem Islândia, Dinamarca e Costa Rica, que ocupa a quarta posição como única representante latino-americana entre os primeiros colocados. Completam o grupo dos dez mais bem avaliados Suécia, Noruega, Países Baixos, Israel, Luxemburgo e Suíça.

Segundo o estudo, fatores como renda, apoio social, expectativa de vida, liberdade e percepção de corrupção são determinantes para a classificação. A permanência da Finlândia no topo é atribuída a políticas contínuas voltadas ao bem-estar, como serviços públicos acessíveis, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e altos níveis de confiança social. “Confiança entre pessoas e instituições, serviços públicos acessíveis, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, igualdade de oportunidades e uma relação próxima com a natureza fazem parte desse processo”, afirmou Laura Lindeman.

A especialista também destacou impactos no ambiente de trabalho e na atração de talentos internacionais. “Ao mesmo tempo, qualidade de vida pesa cada vez mais na escolha de talentos internacionais, e isso coloca o país em uma posição clara na disputa por profissionais.”

Entre as políticas citadas está a licença parental igualitária, adotada no país desde 2022, que garante 160 dias úteis remunerados para cada responsável. Brasileiros que vivem no país relataram a experiência. Kleber Carrilho afirmou que “na Finlândia, a divisão das responsabilidades é muito incentivada. Isso me fez repensar o papel de pai, que aqui é muito mais ativo desde o início. Sinto que isso me aproximou mais do meu filho e da experiência da paternidade”. Já Cintia Cruz destacou os desafios e aprendizados. “Aprendemos a valorizar ainda mais o tempo com o nosso filho, além de desenvolver o apoio mútuo e a paciência, tanto como casal, como quanto pais.”

O relatório também aponta uma mudança relevante no comportamento das novas gerações. Em países como Estados Unidos, Canadá e Austrália, além de regiões da Europa Ocidental, jovens apresentam כיום níveis de satisfação com a vida inferiores aos registrados há 15 anos, em alguns casos abaixo dos adultos mais velhos.

Embora o uso intenso de redes sociais esteja associado à queda no bem-estar, o estudo ressalta que não há uma causa única. Fatores como redução da confiança social, mudanças nas relações interpessoais, menor sensação de pertencimento e transformações econômicas também influenciam. Um dos dados destacados indica que o sentimento de pertencimento à escola pode ter impacto até seis vezes maior na satisfação com a vida do que a diminuição do uso dessas plataformas.

Na América Latina, o cenário difere. A região mantém níveis relativamente altos de bem-estar entre jovens, mesmo com uso frequente de redes sociais, resultado atribuído a vínculos familiares mais fortes e maior convivência presencial.

O Brasil aparece na 44ª posição em 2026, evidenciando desempenho intermediário e instável. Nos últimos anos, o país oscilou entre a 36ª colocação, em 2025, e a 44ª, em 2024 e novamente em 2026. De acordo com o relatório, essa variação reflete a combinação entre fatores positivos, como redes sociais próximas e cultura de convivência, e desafios estruturais, como desigualdade, insegurança e baixa confiança institucional.

Em termos globais, o levantamento mostra um cenário ambíguo: 79 países registraram aumento nos níveis de felicidade desde 2006, mas persistem diferenças relevantes entre regiões e faixas etárias. O resultado aponta para uma melhora média nos indicadores, acompanhada de maior desigualdade na forma como o bem-estar é distribuído entre populações.

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