Dia do Cuscuz: produção da agricultura familiar impulsiona renda e fortalece economia no interior da Bahia

Dia do Cuscuz: produção da agricultura familiar impulsiona renda e fortalece economia no interior da Bahia

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 19/03/2026 às 18:14 / Leia em 2 minutos

Celebrado nesta quinta-feira (19), o Dia Mundial do Cuscuz destaca não apenas a tradição de um dos pratos mais populares do Nordeste, mas também seu papel na geração de renda e no fortalecimento da agricultura familiar. Reconhecido como patrimônio imaterial da humanidade pela Unesco, o alimento tem impulsionado cadeias produtivas baseadas no beneficiamento do milho no estado.

No município de Araci, no Território do Sisal, a Cooperativa de Produção e Comercialização (COOPAC) se consolidou como referência no processamento de milho não transgênico. Por meio da marca Parangu, a entidade produz flocão utilizado no preparo do cuscuz, oferecendo um alimento versátil e presente em diferentes refeições do dia.

Com investimento superior a R$ 2 milhões do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), a unidade foi requalificada, recebeu novos equipamentos e passou a contar com assistência técnica. A produção chega a cerca de 18 toneladas mensais, beneficiando 120 cooperados e gerando empregos formais.

A iniciativa permitiu que os produtores deixassem de vender o milho in natura para investir no processamento, agregando valor à produção e ampliando a renda das famílias. O produto já é comercializado em diversas cidades baianas e também fora do estado.

Outro destaque é a Cooperativa Agropecuária Mista Regional de Irecê (Copirecê), responsável pela marca Puro Milho. A produção mensal chega a 120 toneladas de flocão não transgênico, incluindo versões com milho tradicional e crioulo vermelho.

A cooperativa também conta com apoio do Governo do Estado, com investimentos que somam mais de R$ 9,7 milhões. A estrutura beneficia cerca de 3 mil cooperados e gera 50 empregos diretos, além de oferecer uma variedade de derivados do milho, distribuídos em diferentes regiões do país.

As iniciativas reforçam o papel do cuscuz não apenas como símbolo cultural, mas também como vetor de desenvolvimento econômico e inclusão produtiva no semiárido baiano.

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