A Hilton segue acelerando sua expansão no Brasil, considerado um dos mercados mais estratégicos da companhia no Caribe e na América Latina, com planos de dobrar sua presença no país até 2030. Atualmente com cerca de 30 hotéis em operação, a rede aposta em uma estratégia multimarcas, amplia o portfólio e mantém um pipeline robusto, com quase 30 empreendimentos em desenvolvimento, ao mesmo tempo em que diversifica sua atuação para além dos eixos tradicionais de São Paulo e Rio de Janeiro.
Nos últimos meses, a empresa avançou especialmente em destinos emergentes, com inaugurações e projetos que reforçam a presença em diferentes regiões. No Nordeste, por exemplo, a rede estreou no Recife com o Motto by Hilton Recife Antigo e prevê novos empreendimentos, como o Hilton Garden Inn em Natal.
Prevê ainda a ampliação de sua atuação em outras frentes, incluindo a Amazônia, com um hotel planejado para Manaus, e destinos turísticos como Ilhabela e Bento Gonçalves. A estratégia inclui ainda o crescimento via conversões de hotéis independentes, hoje responsáveis por mais da metade do portfólio da companhia no país, além da possível chegada de novas marcas e investimentos em residências de alto padrão, segundo o PANROTAS.
Apesar do movimento consistente e da expansão que alcança diferentes capitais e regiões, Salvador segue fora dos anúncios recentes da rede, mesmo com um histórico antigo de tentativas de implantação de um empreendimento da bandeira na cidade.
O projeto mais emblemático remonta aos anos 2000, quando foi anunciada a construção de um hotel de luxo no bairro do Comércio, na região da Cidade Baixa, como parte de um plano de requalificação urbana, como aconteceu mais recentemente na Rua Chile. À época, a iniciativa previa a restauração de imóveis históricos e a construção de uma nova estrutura hoteleira, com operação da Hilton e expectativa de inauguração no início da década de 2010.
No entanto, o empreendimento enfrentou entraves jurídicos, questionamentos sobre impacto no patrimônio histórico e disputas relacionadas ao terreno, o que acabou travando o avanço das obras. Após anos de indefinição, o projeto foi abandonado e a área acabou sendo redirecionada para outros usos, encerrando, na prática, a primeira tentativa concreta de instalação da rede na capital baiana.