A coreógrafa Deborah Colker se despediu publicamente do neto, Theo Colker Assunção Fulgêncio, que morreu aos 14 anos. A homenagem foi feita nas redes sociais da companhia da artista, com imagens do espetáculo “Cura”, inspirado na trajetória do adolescente.
Theo enfrentava a epidermólise bolhosa, uma doença genética rara, não contagiosa, que provoca bolhas e lesões na pele. Na publicação, a companhia destacou a força do jovem. “Ao nosso guerreiro que se tornou luz. Nosso guerreiro, nosso herói! Obrigado, Theo”, diz a mensagem.
Nos últimos anos, Deborah Colker tornou pública a vivência ao lado do neto, abordando o preconceito enfrentado por pessoas com doenças raras e a busca por qualidade de vida. A história dos dois foi retratada no documentário Viver é raro, lançado em 2023 no Globoplay, que acompanha pessoas com condições especiais de saúde.
Na época do lançamento, a coreógrafa destacou a importância de ampliar o conhecimento sobre o tema. “Ajuda a transformar o desconhecimento em relação a doenças raras. Mostra o desafio, mas também a paixão, o sentido de viver e a missão de cada um de buscar formas de cura. Porque a cura existe. Se não está no campo físico, está no emocional, no intelectual ou espiritual”, afirmou.
A trajetória de Theo ganhou repercussão nacional ainda na infância, após um episódio em que foi impedido de embarcar em um voo que sairia de Salvador com destino a Porto Alegre. Na ocasião, familiares precisaram apresentar um atestado médico comprovando que a doença não era transmissível, após questionamentos da tripulação. Após a intervenção de um médico e da Polícia Federal, o embarque foi liberado.
O Ceja de Copacabana, onde o adolescente estudava, também divulgou nota de pesar. “É com muita tristeza que informamos a partida precoce do nosso aluno e amigo. Já sentimos a sua falta, mas também a sua força”, diz o comunicado.