O Brasil segue empatado com o México como o país latino-americano mais premiado nos principais festivais e premiações do cinema mundial. A posição poderia ter mudado no Oscar 2026 caso o filme brasileiro “O Agente Secreto” levasse uma das 4 estatuetas possíveis da noite, o que não aconteceu.
Um levantamento da consultoria Nexus divulgado pelo Estadão mostra que Brasil e México somam, cada um, oito vitórias nas principais premiações internacionais. A análise considera apenas longas-metragens vencedores nas categorias de Melhor Filme ou Filme Internacional no Oscar, BAFTA, Globo de Ouro, além da Palma de Ouro do Festival de Cannes, do Leão de Ouro do Festival de Veneza e do Urso de Ouro do Festival de Berlim.
Dirigido por Kleber Mendonça Filho, “O Agente Secreto” chegou ao Oscar 2026 com grande expectativa. O longa recebeu quatro indicações, incluindo Melhor Filme Internacional, e igualou o recorde brasileiro de indicações ao prêmio, antes alcançado por “Cidade de Deus”. Apesar da presença forte na disputa, a produção brasileira terminou a cerimônia sem levar estatuetas.
No México, o filme recordista é “Roma”, dirigido por Alfonso Cuarón. Lançado em 2018, o longa teve uma trajetória histórica na temporada de premiações e venceu como Melhor Filme ou Filme Estrangeiro no BAFTA, no Globo de Ouro e no Oscar, além de conquistar a Palma de Ouro em Cannes.
Mesmo sem vitória no Oscar, “O Agente Secreto” permanece entre os filmes brasileiros recentes mais destacados no circuito internacional. O longa conquistou um Globo de Ouro e iguala, em número de grandes troféus, o desempenho de “Ainda Estou Aqui”, que venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional. Dirigido por Walter Salles, o filme também recebeu indicações da Academia nas categorias de Melhor Atriz, para Fernanda Torres, e Melhor Filme.
Entre as produções brasileiras, o recorde de vitórias nas principais premiações globais ainda pertence a “Central do Brasil”. Lançado em 1998 e também dirigido por Walter Salles, o longa conquistou BAFTA, Globo de Ouro e Urso de Ouro na temporada de premiações de 1999. O filme ainda foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, mas perdeu a estatueta para “A Vida É Bela”, produção italiana dirigida e estrelada por Roberto Benigni.
Com o resultado do Oscar 2026, o ranking latino-americano permanece inalterado: Brasil e México continuam empatados na liderança, seguidos por Argentina, Chile, Peru e Venezuela no histórico das principais premiações do cinema mundial.