Em meio à polêmica com Ratinho, noivo trans de Erika Hilton sofre ataques

Em meio à polêmica com Ratinho, noivo trans de Erika Hilton sofre ataques

Redação Alô Alô Bahia

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Reprodução

Publicado em 13/03/2026 às 12:56 / Leia em 2 minutos

O fotógrafo e filmmaker Daniel Zezza, noivo da deputada federal Erika Hilton, passou a receber ataques nas redes sociais após a repercussão de uma polêmica envolvendo a parlamentar e o apresentador Ratinho. A discussão começou depois de uma fala considerada transfóbica atribuída ao comunicador.

Nos comentários das publicações mais recentes de Zezza, usuários deixaram mensagens ofensivas de teor transfóbico. Entre os comentários registrados estão frases como: “Um homem que se veste de mulher e uma mulher que se veste de homem” e “Um casal hétero fantasiado”.

Daniel Zezza é um homem trans e mantém relacionamento com Erika Hilton desde 2023. O casal anunciou o noivado em novembro do ano passado. Nas redes sociais, ele costuma restringir os comentários em publicações que aparecem ao lado da deputada e, até o momento, não respondeu às mensagens ofensivas.

Em entrevista ao jornal Extra, concedida em outubro de 2024, Erika Hilton comentou sobre a relação entre os dois e refletiu sobre a forma como pessoas trans vivenciam afetos e relacionamentos.

“Por que eu teria que me relacionar apenas com alguém que tivesse um corpo como o meu, por que não amar uma pessoa num corpo diferente? Vivi da prostituição a minha adolescência inteira e na prostituição a gente tem um grande vácuo sentimental. As pessoas trans, travestis, se transformam num objeto, alguém que não deve receber afeto, que não tem esse direito. Foram decepções, medos, abusos sexuais, emocionais, psíquicos, físicos. E talvez isso possa, sim, ter mudado o meu olhar sobre o me relacionar”, afirmou.

A deputada também comentou sobre como o casal tenta conciliar a rotina em meio à exposição pública. “Eu não sei como ele sente em relação a tudo isso, sei que muitas vezes fica escantilhado quando saímos pra jantar, por exemplo, porque existe uma demanda de pessoas querendo chegar perto. Mas levamos uma vida muito normal, dentro do possível, nessa ponte aérea semanal. Mas, pelo menos, os fins de semana são reservados pra gente”, disse.

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