Alô, meu Santo Amaro! Cidade que revelou Caetano Veloso e Maria Bethânia completa 189 anos

Alô, meu Santo Amaro! Cidade que revelou Caetano Veloso e Maria Bethânia completa 189 anos

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Reprodução/Facebook

Publicado em 13/03/2026 às 11:12 / Leia em 3 minutos

Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, celebra nesta semana 189 anos de elevação à condição de cidade, reafirmando uma trajetória marcada por tradição, riqueza cultural e forte contribuição para a história da Bahia e do Brasil. Localizada às margens do rio Subaé e a cerca de 70 quilômetros de Salvador, a cidade tem raízes que remontam ao século XVI, quando a região começou a se desenvolver a partir de engenhos de cana-de-açúcar e da presença de povos indígenas que já habitavam o território antes da chegada dos colonizadores europeus.

A ocupação organizada da área começou por volta de 1557 e ganhou impulso com a construção de uma capela dedicada a Santo Amaro no início do século XVII. Ao longo do tempo, o povoado se consolidou como um importante centro econômico do Recôncavo, ligado à produção açucareira e às atividades comerciais da região. Em 1837, a localidade foi elevada oficialmente à categoria de cidade, marco que hoje fundamenta as comemorações de aniversário do município.

Com o passar dos séculos, Santo Amaro se tornou muito mais do que um polo histórico. A cidade ganhou notoriedade nacional e internacional por sua intensa produção cultural e por ser berço de artistas que ajudaram a moldar a identidade da música brasileira. Entre eles estão dois dos maiores nomes da MPB, Caetano Veloso, nascido em 1942, e Maria Bethânia, que veio ao mundo em 1946, ambos filhos da emblemática matriarca Dona Canô.

Os irmãos cresceram em Santo Amaro em meio a um ambiente familiar profundamente ligado à arte e à cultura, cenário que influenciou decisivamente suas trajetórias. Caetano se tornaria um dos líderes do movimento tropicalista e um dos compositores mais influentes da música brasileira, enquanto Bethânia se consolidaria como uma das maiores intérpretes do país.

A vocação cultural da cidade, porém, não se limita à música popular. Santo Amaro é também palco de manifestações tradicionais que atravessam gerações, como o Bembé do Mercado, celebração iniciada em 1889 para marcar o fim da escravidão no Brasil e considerada uma das mais importantes expressões públicas do candomblé no país. A festa, reconhecida como Patrimônio Imaterial da Bahia, reúne dezenas de terreiros, rituais religiosos e apresentações culturais que reforçam a herança afro-brasileira da região.

Outro símbolo forte da identidade local é a tradicional festa de Nossa Senhora da Purificação, padroeira da cidade. A celebração, que inclui missas, procissões e a famosa lavagem das escadarias da igreja, reúne moradores e visitantes todos os anos e integra o calendário cultural do Recôncavo Baiano.

 

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Além de Caetano e Bethânia, Santo Amaro também revelou outros nomes ligados à arte e à literatura, como a escritora e educadora Mabel Velloso, irmã dos dois artistas, e novas gerações de músicos e produtores culturais que mantêm viva a tradição criativa da cidade.

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