Deputado propõe criação de licença Maria da Penha para servidoras vítimas de violência na Bahia

Deputado propõe criação de licença Maria da Penha para servidoras vítimas de violência na Bahia

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Reprodução

Publicado em 12/03/2026 às 17:59 / Leia em 2 minutos

O deputado Hilton Coelho (PSOL) apresentou, na Assembleia Legislativa, um projeto que inclui na Lei 6.667/1994 a Licença Maria da Penha, garantindo às servidoras públicas vítimas de violência doméstica o direito de se afastarem do trabalho sem perda salarial para reorganizar suas vidas e buscar proteção.

A proposta prevê afastamento de até 15 dias consecutivos, prorrogável por igual período, mediante apresentação de medida protetiva ou boletim de ocorrência, assegurando a manutenção integral da remuneração da trabalhadora.

Segundo o parlamentar, a medida responde a uma realidade dramática vivida por milhares de mulheres. “A violência doméstica não termina quando a mulher sai de casa para trabalhar. Muitas seguem vivendo sob ameaça, medo e pressão psicológica. Nenhuma mulher pode ser obrigada a escolher entre proteger a própria vida ou preservar seu emprego”, afirma. “A Lei Maria da Penha foi uma conquista histórica, mas a realidade mostra que ainda precisamos ampliar os mecanismos concretos de proteção. A Licença Maria da Penha é um passo fundamental para garantir que a vítima tenha tempo, segurança e condições materiais para romper o ciclo da violência”, acrescenta.

A iniciativa é inspirada em propostas apresentadas pela deputada federal Erika Hilton e por parlamentares municipais em outras cidades do país. O objetivo é ampliar a proteção institucional às vítimas de violência de gênero.

Garantir o afastamento remunerado é proteger a vida, a dignidade e a autonomia das mulheres”, defende Coelho. “O Estado tem responsabilidade constitucional de enfrentar a violência de gênero. Criar a Licença Maria da Penha é transformar proteção em política pública concreta e colocar a vida das mulheres acima de qualquer burocracia”, conclui.

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