A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5672/25, que transfere temporariamente a sede do Governo Federal para Salvador todos os anos no dia 2 de julho. A medida, voltada para a celebração da Independência da Bahia, enfrentou resistência do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), que criticou o uso do tempo do Legislativo para debater o tema.
Kataguiri definiu a votação da matéria como um “escárnio” com a população. Para embasar sua insatisfação, o parlamentar listou os custos envolvidos na manutenção de um mandato, mencionando o salário de R$ 46 mil, a cota de R$ 40 mil e os mais de R$ 100 mil destinados à verba de gabinete.
Segundo ele, diante dessas despesas, o Congresso deveria focar em assuntos mais relevantes do que uma mudança simbólica de capital. O deputado explicou que abriu mão de utilizar manobras regimentais, como pedidos de obstrução ou votação nominal, apenas porque sabia que a base favorável ao texto era maioria e ele seria derrotado.
A autoria do projeto é de Leo Prates (PDT). A proposição estabelece que os eventos institucionais do Judiciário, Legislativo e Executivo aconteçam na capital baiana durante o feriado estadual. A transferência de sede não afeta a rotina administrativa de Brasília, que manterá seus serviços essenciais funcionando.
Prates argumentou no plenário que a iniciativa tem o objetivo de honrar a memória nacional. O autor defende que a mudança anual é um gesto necessário para reconhecer o peso histórico da Bahia na formação do Brasil.
O projeto de lei agora continuará cumprindo as demais etapas de tramitação no Congresso Nacional até ser enviado para a sanção da Presidência da República.