O Hospital Municipal de Salvador (HMS), gerido pela Santa Casa da Misericórdia da Bahia, recebeu nesta terça-feira (10) a certificação Diamond, o mais alto nível concedido pela World Stroke Organization.
A certificação reconhece hospitais que adotam padrões avançados de atendimento ao Acidente Vascular Cerebral, com rapidez, segurança e protocolos clínicos alinhados às melhores práticas internacionais. O reconhecimento coloca a unidade entre as referências mundiais no cuidado neurológico.
Para marcar a conquista, o hospital realizou um simulado de atendimento a uma vítima de AVC, com a chegada do paciente por helicóptero até a unidade. A ação demonstrou, na prática, a capacidade de resposta rápida das equipes e a organização dos fluxos assistenciais em situações de alta complexidade.
Segundo o gerente executivo do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência em Salvador, Ivan Paiva, a rapidez no atendimento é determinante para reduzir sequelas. “A cada minuto de atraso no atendimento do AVC, perde-se em torno de dois milhões de neurônios. Por isso, é fundamental que haja integração entre o atendimento pré-hospitalar e a rede hospitalar”, afirmou.

Hospital Municipal de Salvador recebe certificação internacional máxima no atendimento ao AVC
O diretor-geral do HMS, Gustavo Mettig, destacou que o reconhecimento reforça o trabalho contínuo de aprimoramento da unidade. Segundo ele, o hospital havia conquistado anteriormente o nível Gold do programa internacional de certificação e agora alcança o nível máximo.
A certificação faz parte do WSO Angels Awards, que avalia critérios como estrutura adequada, protocolos assistenciais e atuação integrada de equipes multiprofissionais treinadas para responder rapidamente às emergências.
De acordo com a médica Felícia Machado, a unidade atende em média 30 pacientes com AVC por mês. Mais de 90% dos casos chegam encaminhados pelo Samu, enquanto os demais pacientes são levados por familiares ou por meios próprios.
Na prática, a certificação confirma que o hospital está preparado para agir com rapidez em situações críticas, seguindo o princípio adotado no tratamento do AVC: “tempo é cérebro”, em que a agilidade no atendimento aumenta as chances de recuperação e reduz o risco de sequelas.