O Google Campus, espaço de apoio ao ecossistema de startups da Google, anunciou como pretende acelerar o desenvolvimento da inteligência artificial no Brasil por meio de novos programas e estratégias voltados a empresas que utilizam essa tecnologia como base de seus negócios.
As novidades foram apresentadas nesta segunda-feira (9), durante evento realizado no próprio campus, em São Paulo.
Integrado ao futuro Centro de Engenharia do Google em São Paulo, o espaço passará a funcionar como um polo de inovação que conecta empreendedorismo, ciência aplicada e engenharia, além de aproximar startups de grandes empresas e oportunidades de mercado.
O projeto será estruturado em três frentes principais. A primeira é Deep Tech, voltada a startups que desenvolvem soluções para desafios estruturais e complexos em áreas como saúde, energia e clima. A segunda é Soluções Agênticas, que busca estimular empresas que utilizam inteligência artificial para ampliar autonomia e produtividade em diferentes setores. Já a terceira frente, Martech, mira companhias que trabalham na modernização da economia criativa e do mercado publicitário.
“A primeira camada é a nossa tese de Deep Tech, focada no desenvolvimento do ecossistema de inovação do país no médio e longo prazo. Ela envolve temas como agricultura, educação e outras frentes estratégicas para o desenvolvimento econômico e tecnológico do Brasil”, explica Maurício Martiniano, head do Google Campus.
Segundo ele, a segunda frente do projeto pretende aproximar startups das demandas do mercado corporativo. “O objetivo é identificar as principais dores do mercado, especialmente nas grandes corporações, e conectá-las às startups que estão desenvolvendo soluções para esses desafios”, afirma.
Já a vertical de Martech, completa o executivo, tem o papel de contribuir para elevar o nível de maturidade tecnológica da publicidade no país.
Para Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, a iniciativa reforça o compromisso da empresa com o ecossistema de inovação nacional.
“A reinauguração do Google Campus reafirma o compromisso de longo prazo do Google com o Brasil e com o ecossistema local de startups. Neste novo espaço, queremos impulsionar a próxima geração de empreendedores que vão transformar os mais diversos setores por meio da inteligência artificial, criando impacto positivo para a economia local e global”, afirma.
Os programas serão abertos para startups de todo o ecossistema conectado ao Google, mas terão prioridade as chamadas AI-First, empresas que utilizam a inteligência artificial como elemento central de seus produtos.
“Estamos em uma nova era da inovação impulsionada por IA e estamos priorizando o apoio às startups que estão prontas para fazer parte dessa revolução”, conclui Martiniano.
A expectativa é que os novos programas sejam iniciados após a reabertura do espaço, que funcionará em uma área anexa ao futuro Centro de Engenharia do Google em São Paulo. O campus também passará a operar com nova direção e estratégia renovada para fortalecer o desenvolvimento de startups focadas em inteligência artificial.