Museu Geológico da Bahia ganha exposição de rochas de vidro formadas por impacto de meteoritos

Museu Geológico da Bahia ganha exposição de rochas de vidro formadas por impacto de meteoritos

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Tiago Mascarenhas

Mário Marques/Raí Vitor

Publicado em 09/03/2026 às 18:28 / Leia em 2 minutos

O Museu Geológico da Bahia (MGB), localizado no Corredor da Vitória, em Salvador, incluiu uma atração rara na sua sala de meteoritos. O espaço passou a expor amostras dos primeiros tectitos identificados no território nacional, batizados de “geraisitos”. A chegada do material marca as celebrações de 51 anos de fundação do equipamento científico baiano.

Tectitos são rochas de vidro formadas pelo impacto violento de grandes meteoritos contra a superfície da Terra. A força da colisão derrete as rochas locais, que são arremessadas para o alto e se solidificam durante o voo, caindo a longas distâncias da cratera original. Até essa descoberta, a ciência reconhecia apenas cinco campos de tectitos no planeta. O achado colocou o Brasil oficialmente nesse mapa global.

O nome “geraisito” é uma homenagem a Minas Gerais, estado onde ocorreu a primeira identificação. O campo de dispersão, no entanto, é vasto e atinge quase 900 quilômetros, com amostras já mapeadas também na Bahia e no Piauí.

As peças expostas na capital baiana foram doadas pelos pesquisadores Alvaro Penteado Crósta, da Unicamp, e Gabriel Gonçalves Silva, da USP. Os estudos apontam que essas rochas possuem cerca de 6,3 milhões de anos.

A olho nu, elas parecem pedras pretas e opacas, mas revelam uma coloração verde-acinzentada quando colocadas contra uma luz forte. O formato costuma lembrar gotas ou esferas, resultado direto da aerodinâmica da rocha derretida cruzando o ar.

A coordenação técnica do MGB aponta que o acesso do público a esse tipo de material ajuda a popularizar a ciência e abre portas para novas pesquisas sobre os eventos extremos que ajudaram a moldar a crosta terrestre.

O museu abriga um acervo de mais de 20 mil peças, incluindo fósseis da megafauna e pedras preciosas divididos em 15 exposições temáticas. O funcionamento ocorre de terça a sexta-feira, das 13h às 18h, e aos finais de semana, das 13h às 17h. A entrada é gratuita.

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