Tudo mato? Saiba como era a Avenida Paralela há 30 anos

Tudo mato? Saiba como era a Avenida Paralela há 30 anos

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

com informações do CORREIO

Welton Araújo/CORREIO

Publicado em 08/03/2026 às 18:35 / Leia em 3 minutos

Há cerca de três décadas, grandes vazios urbanos e áreas de vegetação predominavam ao longo de uma das principais vias de Salvador. Inaugurada na década de 1970, a Avenida Luís Viana Filho — conhecida como Avenida Paralela — se consolidou como um dos principais eixos de mobilidade da cidade.

Com 18 quilômetros de extensão, a Paralela é hoje a segunda maior avenida da capital baiana, atrás apenas da Avenida Aliomar Baleeiro, que possui cerca de 20 quilômetros.

Antes da forte ocupação urbana que se vê atualmente, o cenário era bem diferente. Ao longo do trajeto predominavam áreas de Mata Atlântica e grandes terrenos vazios, com poucos empreendimentos espalhados pela região.

“A avenida funcionava quase como um corredor de passagem entre duas realidades urbanas. Era a cidade e o aeroporto. Naquele período, os pontos construídos eram relativamente isolados. Existiam alguns conjuntos habitacionais, instituições públicas e poucos centros comerciais”, explica o historiador Ricardo Carvalho, mestre em Educação pela Universidade Federal da Bahia.

Paralela 1996 Crédito: Welton Araújo/CORREIO

Um eixo planejado para o crescimento da cidade

Quando foi projetada, a Avenida Paralela tinha papel estratégico no processo de modernização urbana de Salvador. A via foi pensada como um eixo estruturante de mobilidade, conectando a região central da cidade ao aeroporto e ao chamado miolo urbano, além de abrir novas frentes de ocupação.

Segundo o historiador, o objetivo urbanístico era criar um corredor de expansão planejado, capaz de reduzir a pressão sobre as áreas mais antigas da capital.

“A Avenida Paralela representava uma aposta de crescimento futuro de Salvador, funcionando como um vetor de desenvolvimento capaz de reorganizar o território urbano da cidade”, afirma.

A transformação ao longo das décadas

Com o passar dos anos, a região passou por um intenso processo de transformação. A disponibilidade de terrenos e a localização estratégica entre diferentes áreas da cidade tornaram a avenida especialmente atrativa para investidores e incorporadoras.

A instalação de universidades, centros empresariais, shoppings e grandes condomínios residenciais impulsionou o crescimento da região e consolidou a Paralela como um dos principais polos de desenvolvimento da capital.

Esse movimento gerou um efeito de retroalimentação urbana: novos empreendimentos atraíram moradores e serviços, que por sua vez estimularam ainda mais a expansão da área.

“Cada novo empreendimento ampliava a circulação de pessoas e serviços, estimulando ainda mais a ocupação e a consolidação da Avenida Paralela como um dos principais eixos de desenvolvimento de Salvador”, diz Carvalho.

Para o historiador, a velocidade dessa transformação impressiona.

“Me impressiona a intensidade e a rapidez com que ocorreu essa transformação nos últimos 30 anos. Em poucas décadas, um corredor marcado por grandes vazios se converteu em uma das áreas mais dinâmicas da cidade.”

Hoje, segundo ele, a Paralela deixou de ser apenas uma via de ligação.

“Essa mudança revela que a cidade avançou em direção a novas centralidades. A Paralela deixou de ser apenas uma via de ligação e passou a funcionar como um verdadeiro eixo urbano, vivo, pulsante e ativo”, conclui.

 

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