Covid, gripe ou dengue? Infectologista explica como diferenciar os sintomas

Covid, gripe ou dengue? Infectologista explica como diferenciar os sintomas

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Redação Alô Alô Bahia

Freepik

Publicado em 07/03/2026 às 18:36 / Leia em 4 minutos

O período chuvoso favorece a circulação de vírus respiratórios na capital baiana, responsáveis por doenças como gripe e covid-19. A esse cenário somam-se os casos de dengue, que costumam ocorrer com mais frequência no primeiro semestre do ano. Muitas pessoas, no entanto, acabam confundindo os sintomas dessas doenças, que incluem febre, dor de cabeça e dores no corpo.

A infectologista da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Salvador, Adielma Nizarala, explica que, para quem não é da área da saúde, é comum confundir essas enfermidades, sobretudo no início do quadro, já que alguns sintomas são semelhantes.

Isso pode acontecer, principalmente para quem não é da área da saúde. Por exemplo, dor de cabeça pode ocorrer na gripe, na influenza, na covid e também na dengue. Febre e dor no corpo também aparecem nas três doenças. A diferença é que a dengue não apresenta sintomas respiratórios. Ela pode causar febre, dor no corpo e dor de cabeça, mas não provoca coriza, espirros, secreção nasal ou dor de garganta”, explica.

Com a evolução do quadro, no entanto, os sinais passam a se diferenciar. A covid-19, por exemplo, é uma doença respiratória transmitida principalmente por gotículas e aerossóis. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor no corpo, tosse, coriza e dor de garganta.

“Também podem ocorrer sintomas gastrointestinais, como diarreia e dor abdominal. Outro sinal que pode aparecer na covid é a perda do olfato e do paladar, algo que não é tão comum na influenza. A dor no corpo costuma ser mais leve ou moderada quando comparada à dengue, que provoca dores muito mais intensas”, exemplifica.

A influenza, vírus responsável pela gripe, assim como a covid-19, também é transmitida por gotículas e apresenta sintomas respiratórios semelhantes. A febre, segundo a infectologista, costuma ser mais alta. “O quadro geralmente começa com mal-estar, dor de cabeça e dor de garganta, evoluindo depois para febre e dores no corpo. A dor muscular pode ser intensa, mas normalmente não chega ao nível da dor provocada pela dengue”, pontua.

A profissional de saúde lembra ainda que os sintomas respiratórios também são comuns, como tosse, coriza e dor de garganta. No entanto, a perda completa do olfato e do paladar é rara, diferentemente do que ocorre na covid. A influenza também pode evoluir para complicações, como pneumonia, especialmente em grupos de risco.

Ainda conforme a infectologista, a dengue apresenta um quadro diferente porque não envolve sintomas respiratórios. A transmissão ocorre pela picada do mosquito Aedes aegypti, e não por gotículas ou aerossóis.

A doença geralmente começa de forma súbita, com febre alta, dor intensa no corpo e nas articulações e dor atrás dos olhos, chamada dor retro-orbitária. Também pode surgir um exantema, que são pequenas manchas avermelhadas na pele. Outro aspecto comum é a alteração nas plaquetas, algo que não ocorre nas doenças respiratórias”, explica.

Tratamento 
Todas as semanas, diversas unidades de saúde de Salvador realizam coletas de amostras para identificar quais vírus estão circulando na cidade. Quanto mais testes são realizados, mais diagnósticos a SMS consegue confirmar. “No caso da dengue, o diagnóstico exige um período específico para a realização do teste rápido, que está disponível nos prontos atendimentos da rede municipal. Também é possível realizar diagnóstico para covid, influenza e dengue”, informa Adielma.

Cada doença possui um tratamento específico, mas, em muitos casos, envolve medidas de suporte e controle dos sintomas. Na covid, por exemplo, o tratamento geralmente inclui hidratação e medicamentos para aliviar febre e dores.

No caso da influenza, o tratamento também envolve medicamentos sintomáticos, como remédios para febre, dor e outros desconfortos. Já no caso da dengue, o tratamento é basicamente de suporte, com foco na hidratação e no controle dos sintomas.

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia