Hospital Aliança é credenciado para transplante de fígado e amplia acesso ao procedimento na Bahia

Hospital Aliança é credenciado para transplante de fígado e amplia acesso ao procedimento na Bahia

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Tarso Figueira

Publicado em 06/03/2026 às 09:41 / Leia em 2 minutos

O Hospital Aliança foi credenciado pelo Ministério da Saúde para realizar transplantes de fígado, ampliando o acesso ao procedimento na Bahia. A unidade passa a integrar o Sistema Nacional de Transplantes, fortalecendo o atendimento a pacientes com doenças hepáticas graves no estado.

O transplante hepático é considerado, em muitos casos, a principal chance de sobrevida para pessoas com condições como cirrose descompensada, câncer primário do fígado e insuficiência hepática aguda grave.

A ampliação do Programa de Transplante Hepático da Rede D’Or na Bahia está sob gestão do hepatologista Raymundo Paraná, diretor do hospital, e do gastroenterologista Paulo Bittencourt, coordenador do programa na unidade.

Dr. Raymundo Paraná e Dr. Paulo Bittencourt ao lado da equipe | Foto: Acervo Rede D’Or

Com o novo credenciamento, o Aliança passa a reforçar a rede de cuidado já existente no estado. O Hospital São Rafael, credenciado desde 2005, integra o sistema junto a outras unidades da rede, como o Hospital Cárdio Pulmonar, o Hospital Aeroporto e o Hospital Santa Emília, que atuam de forma integrada no acompanhamento de pacientes com cirrose e câncer de fígado, desde a avaliação inicial até o seguimento após o transplante.

Segundo Raymundo Paraná, ainda há um desafio importante no acesso ao procedimento no estado. “Apesar do grande número de pacientes com cirrose e câncer de fígado na Bahia, ainda são poucos os que chegam à lista de transplante”, alerta. “Muitos doentes não estão sendo encaminhados a tempo ou não têm acesso adequado aos serviços especializados. Parte da população ainda não sabe que o transplante pode salvar vidas”, afirma.

Ele acrescenta que o procedimento ainda é visto por parte dos profissionais de saúde como um último recurso, lembrado apenas quando outras alternativas já se esgotaram, o que pode reduzir as chances de sobrevida dos pacientes. Atualmente, cerca de 100 baianos estão inscritos na lista para transplante de fígado.

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