A Bahia registrou em 2025 o menor índice de desconforto econômico dos últimos 12 anos, segundo levantamento elaborado pelo banco Santander. O indicador, que combina as taxas de inflação e desemprego para medir o impacto da economia no cotidiano das famílias, alcançou 13,1% no estado, o melhor resultado desde o início da série histórica, em 2013.
O estudo aponta que a melhora vem sendo observada de forma mais consistente desde 2022, quando o índice era de 21,1%. Desde então, a queda tem sido gradual, refletindo um cenário de inflação moderada e mercado de trabalho mais aquecido, fatores que influenciam diretamente o poder de compra e a confiança do consumidor.
Antes do resultado atual, o menor patamar registrado na Bahia havia sido justamente no primeiro ano de medição do indicador, em 2013, quando marcou 16,2%. Nos anos seguintes, porém, o índice piorou e atingiu o ponto mais alto da série em 2016, com 24,7%.
Em nível nacional, o índice de desconforto econômico também registrou melhora e chegou a 9,3% em 2025, o menor percentual da série histórica. De modo geral, a tendência de queda vem sendo observada na maior parte dos estados brasileiros.
Apesar do avanço, as desigualdades regionais ainda persistem. Segundo os economistas Rodolfo Pavan, Henrique Danyi e Ítalo Franca, responsáveis pelo estudo, os estados das regiões Norte e Nordeste ainda apresentam índices mais elevados em comparação com o Sudeste e o Sul, embora a diferença esteja diminuindo.
“Todos os municípios das regiões Nordeste e Norte têm Índice de Desconforto abaixo ou perto dos patamares de 2012. No entanto, todas as capitais dessas duas regiões permanecem acima da média nacional”, ponderam os economistas no estudo.