Tragédia dos Mamonas Assassinas completa 30 anos; exumação marca nova fase na memória da banda

Tragédia dos Mamonas Assassinas completa 30 anos; exumação marca nova fase na memória da banda

Redação Alô Alô Bahia

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Edu Moraes/Divulgação

Publicado em 02/03/2026 às 10:07 / Leia em 3 minutos

No dia 2 de março de 1996, o fenômeno musical Mamonas Assassinas teve sua trajetória interrompida de forma trágica quando o jatinho que levava os cinco integrantes – Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel Reoli e Sérgio Reoli – caiu na Serra da Cantareira, na Grande São Paulo. A banda, que havia explodido em popularidade com hits como “Pelados em Santos” e “Robocop Gay”, viajava de volta de um show em Brasília quando ocorreu o acidente, que chocou o país e marcou uma geração.

A repercussão da morte foi imediata: o Brasil amanheceu em luto, programas cancelaram grades e a tragédia entrou para a história da música brasileira como uma das perdas mais sentidas do cenário artístico.

Três décadas depois: exumação e um novo memorial do Mamonas Assassinas

Quase 30 anos depois, no último dia 23 de fevereiro, uma decisão inédita das famílias dos integrantes ganhou destaque: os corpos foram exumados no Cemitério Primaveras, em Guarulhos (SP). A exumação faz parte de um projeto chamado Jardim BioParque Memorial Mamonas, um memorial vivo que será criado no local onde os músicos estavam enterrados.

O objetivo é cremar parte dos restos mortais dos cinco integrantes e usar as cinzas como adubo para o plantio de árvores nativas, cinco no total, uma para cada músico. A proposta busca unir memória afetiva e preservação ambiental, transformando a saudade em um espaço de vida que possa ser visitado por fãs e pela comunidade.

O memorial, todo integrado ao espaço do cemitério, será aberto ao público sem custo e incluirá também totens interativos sobre o legado da banda.

Um dos momentos que mais repercutiu nas últimas semanas foi a descoberta de objetos surpreendentemente preservados dentro dos túmulos. Entre eles, uma jaqueta que foi colocada sobre o caixão de Dinho no enterro em 1996 foi encontrada praticamente intacta após 30 anos sob a terra.

Especialistas explicam que isso aconteceu porque a peça era feita de nylon, um material sintético resistente que pode se decompor muito lentamente, especialmente quando protegido da luz e variações climáticas no subsolo. Outros itens com valor sentimental também foram recuperados e poderão integrar o acervo do novo memorial, ajudando a contar a história da banda de forma material.

Completando três décadas, a morte dos Mamonas Assassinas segue presente na cultura popular. Além do memorial em Guarulhos, homenagens, especiais na televisão e projetos culturais revisitam a trajetória meteórica do grupo que marcou os anos 1990.

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