Milionários estão pagando até R$ 1,8 milhão para sair do Oriente Médio durante guerra

Milionários estão pagando até R$ 1,8 milhão para sair do Oriente Médio durante guerra

Redação Alô Alô Bahia

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AFP

Publicado em 02/03/2026 às 17:01 / Leia em 3 minutos

Empresários e turistas de alto poder aquisitivo têm buscado alternativas para deixar o Oriente Médio após a escalada militar envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã. Segundo o site Semafor, milionários estariam desembolsando até US$ 350 mil, o equivalente a cerca de R$ 1,8 milhão, para garantir assentos em jatos particulares e deixar a região.

De acordo com a publicação, residentes especialmente em Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, passaram a procurar empresas de segurança privada após os ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de semana, seguidos por retaliações iranianas. Com aeroportos dos Emirados fechados, a alternativa tem sido deslocar-se por terra até a Arábia Saudita.

O trajeto envolve viagens em SUVs com equipes de segurança até o território saudita, de onde os interessados fretam aeronaves privadas com destino à Europa. “A Arábia Saudita é a única opção real para quem quer sair da região agora”, afirmou Ameerh Naran, diretor executivo da corretora de jatos particulares Vimana Private.

Em Riad, capital saudita, a rotina permanece praticamente inalterada, apesar dos bombardeios e ataques com foguetes e drones em outras cidades do Golfo. Algumas escolas voltadas para expatriados adotaram aulas online, e empresas, incluindo o Fundo de Investimento Público, recomendaram que parte dos funcionários trabalhasse remotamente. Ainda assim, muitas atividades seguem normalmente.

Entre os que tentam deixar a região estão executivos de grandes instituições financeiras e turistas estrangeiros. “Fomos procurados por uma variedade de clientes, incluindo famílias, indivíduos e empresas que desejam sair da região, seja por medo pela sua segurança ou por motivos comerciais, simplesmente porque precisam poder viajar”, declarou Ian McCaul, da empresa britânica Alma Risk.

Dubai, que nos últimos anos se consolidou como destino de empresários, empreendedores e influenciadores estrangeiros, foi uma das áreas afetadas após os ataques retaliatórios iranianos no sábado (28). Abu Dhabi, além de Israel, Catar, Kuwait, Bahrein, Omã, Arábia Saudita e Iraque, também esteve entre os alvos mencionados.

Imagens registraram incêndio no hotel Fairmont The Palm, em Dubai, após a interceptação de um ataque aéreo iraniano pelas forças dos Emirados. Segundo o governo local, destroços teriam caído nas proximidades da entrada do estabelecimento.

O Burj Al Arab, considerado um dos símbolos da cidade, também foi atingido por fragmentos de um drone interceptado no sábado (28). De acordo com o Gabinete de Imprensa do Governo de Dubai, o hotel não era alvo direto. Os estilhaços provocaram incêndio na fachada externa e atingiram vidros de um elevador panorâmico. Não houve registro de feridos, e as chamas foram controladas pela Defesa Civil.

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