Guerra no Oriente Médio pode afetar calendário da Fórmula 1; entenda

Guerra no Oriente Médio pode afetar calendário da Fórmula 1; entenda

Redação Alô Alô Bahia

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Mark Thompson / Getty Images

Publicado em 02/03/2026 às 16:46 / Leia em 3 minutos

A Fórmula 1 informou que acompanha os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e que eventuais decisões sobre as etapas previstas para Bahrein e Arábia Saudita, no próximo mês, serão tomadas com base em critérios de segurança. A posição foi reforçada pela Federação Internacional de Automobilismo, entidade que regula a categoria.

A tensão na região aumentou após bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã, seguidos por ataques retaliatórios a países do Golfo. A escalada levou à paralisação de operações em um dos principais centros de aviação do mundo, afetando rotas internacionais.

As equipes da Fórmula 1 haviam concluído recentemente os testes de pré-temporada no Bahrein. Parte dos profissionais viajaria para a Austrália com conexões no Catar ou nos Emirados Árabes Unidos para a etapa de abertura, marcada para domingo, no circuito de Albert Park, em Melbourne.

O presidente-executivo do Grande Prêmio da Austrália, Travis Auld, afirmou que os impactos logísticos foram contornados. “Sem dúvida, os eventos do fim de semana atrapalharam os planos de viagem das equipes e da própria F1”, disse à Fox Sports na segunda-feira (2). Segundo ele, a organização reagiu rapidamente. “A F1 é especialista em transportar pessoas pelo mundo e, por isso, rapidamente reprogramou os voos. Segundo me informaram, todos já estão com seus voos confirmados e chegarão dentro dos prazos exigidos, portanto não haverá impacto em nossa corrida.”

Após a etapa australiana, o calendário prevê provas na China e no Japão, antes das corridas no Bahrein e na Arábia Saudita, em abril. Catar e Abu Dhabi encerram a temporada em novembro e dezembro.

O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, declarou que a entidade monitora a situação. “Estamos em contato próximo com nossos clubes membros, promotores do campeonato, equipes e pares no local, enquanto monitoramos os desenvolvimentos com cuidado e responsabilidade”, afirmou. “A segurança e o bem-estar guiarão nossas decisões enquanto avaliamos os próximos eventos programados para o Campeonato Mundial de Endurance da FIA e o Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA.”

A Fórmula 1 informou separadamente que também acompanha de perto os acontecimentos.

Auld avaliou que seria improvável Melbourne receber uma etapa substituta caso Bahrein ou Arábia Saudita não pudessem sediar suas corridas. “Obviamente, dedicamos muito tempo à construção deste circuito e, logo após a corrida, desmontamos tudo para que a comunidade possa utilizá-lo”, disse. “Eles terão outros planos em andamento, como você pode imaginar, por uma série de razões.”

As provas no Oriente Médio representam parte relevante das receitas da Fórmula 1 por meio de taxas de hospedagem. Além disso, países da região mantêm vínculos com o esporte. O fundo soberano do Bahrein é proprietário da McLaren Racing, enquanto Abu Dhabi controla a divisão de carros esportivos da McLaren. O Catar possui investimento significativo na Audi, que ingressará na categoria. A petrolífera saudita Aramco é parceira global da Fórmula 1 e patrocinadora principal da Aston Martin.

A categoria já realizou corridas sem público durante a pandemia de covid-19 e mantém uma lista de circuitos aptos a receber etapas em curto prazo. Em 2022, o Grande Prêmio da Arábia Saudita ocorreu apesar de ataques com foguetes reivindicados por houthis do Iêmen contra uma instalação petrolífera próxima ao circuito de rua de Jeddah.

 

 

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