O Ministério das Relações Exteriores publicou, neste sábado (28), um alerta consular pedindo que cidadãos brasileiros evitem viajar para 11 países do Oriente Médio.
A recomendação ocorre em resposta à escalada da tensão militar na região, impulsionada pelos recentes ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
O governo brasileiro, vale lembrar, condenou a ofensiva militar liderada pelos EUA, anunciada pelo presidente Donald Trump, com a participação de Israel contra o Irã.
O Ministério classificou a operação como um agravante para a instabilidade e um risco à paz no Oriente Médio. O governo iraniano, que classificou a ação como uma violação de sua soberania, já iniciou ataques de retaliação contra alvos na região.
Para os brasileiros que já se encontram nesses territórios, a diretriz do Itamaraty é adotar atenção máxima e seguir rigorosamente as determinações das autoridades locais.
A orientação afeta diretamente os planos de deslocamento para as seguintes nações:
- Irã
- Israel
- Catar
- Kuwait
- Emirados Árabes Unidos
- Bahrein
- Jordânia
- Iraque
- Líbano
- Palestina
- Síria
Protocolos de sobrevivência
O alerta detalhou medidas de segurança específicas em caso de bombardeios ou ataques aéreos. A instrução para quem estiver na rua é buscar abrigo imediato em estações de metrô, viadutos ou garagens subterrâneas.
Quem estiver em casa deve se abrigar em cômodos internos, mantendo portas e janelas fechadas e garantindo a proteção de pelo menos duas paredes de distância da área externa do imóvel.
O órgão também orienta que as pessoas estoquem água em banheiras e recipientes grandes, evitem permanecer na linha de visão do céu e priorizem a segurança física antes de usar o celular para enviar mensagens ou fazer ligações.
O comunicado diplomático reforça a necessidade de evitar aglomerações, acompanhar a imprensa local e manter o passaporte com validade mínima de seis meses.
Em casos de voos cancelados, a tratativa de remarcação deve ser feita diretamente com as companhias aéreas. O atendimento de emergência consular segue restrito a situações que representem risco imediato à vida, segurança ou dignidade dos brasileiros no exterior.