O que começou como um experimento científico se transformou em negócio familiar na Chapada Diamantina. A Vinícola Santa Maria, localizada em Morro do Chapéu (BA), surgiu após um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre a viabilidade do cultivo de uvas viníferas na região.
Em 2009, as irmãs Laura Oliveira e Mayra Nunes cederam parte do sítio da família para a pesquisa, motivada pela semelhança climática com Bordéus, na França. As mudas vieram do país europeu e o estudo durou dez anos. Já na primeira colheita, em 2012, houve publicação científica sobre os resultados.
Encantadas com o desenvolvimento das videiras ao longo do período, as irmãs decidiram investir no negócio próprio. A vinícola foi oficialmente fundada em 2020, com aporte inicial de cerca de R$ 50 mil para adaptação da estrutura e início da produção.

Vinícola na Chapada Diamantina nasceu de estudo da Embrapa e hoje produz 7 mil garrafas por ano
Atualmente, a empresa produz até sete mil garrafas por ano e aposta no enoturismo, com visitas guiadas e eventos ao ar livre. São oito variedades de uvas cultivadas — entre elas Moscato, Sauvignon Blanc, Malbec, Syrah, Pinot Noir, Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc — que resultam em sete rótulos fixos e edições sazonais. Os vinhos custam a partir de R$ 70 e são vendidos na loja física, online e em mais de dez estabelecimentos da região.
Além dos vinhos, a marca também comercializa licores, sucos, chopes e geleias. Entre os destaques está o licor de gengibre, receita da mãe das empreendedoras, que atualmente tem fila de espera.
Com produção familiar e duas colheitas anuais, a Vinícola Santa Maria consolida Morro do Chapéu como novo polo vitivinícola baiano.

Vinícola na Chapada Diamantina nasceu de estudo da Embrapa e hoje produz 7 mil garrafas por ano