O deslocamento de Bad Bunny para a Austrália transformou uma viagem internacional em um feito inédito na aviação comercial brasileira. Pela primeira vez, um voo sem escalas partiu de São Paulo com destino a Sydney em um avião comercial. As informações são do site Aeroin.
Para a etapa australiana da turnê “DeBÍ TiRAR MáS FOToS”, nome que também batiza o álbum eleito melhor do ano pelo Grammy, o artista porto-riquenho fretou um Airbus A380-800 da Qantas. A aeronave saiu vazia de Sydney até o Aeroporto de Guarulhos e, de lá, decolou com 245 integrantes da equipe do cantor, incluindo o próprio Benito Antonio Martínez Ocasio, rumo à Austrália.
Desde 2018, Bad Bunny acumula resultados expressivos nas paradas musicais da América Latina. Em 2025, liderou os rankings da região, com exceção do Brasil, onde ficou atrás da dupla Henrique e Juliano. Com cerca de 118 milhões de ouvintes mensais nas plataformas digitais, o cantor teve ingressos esgotados com meses de antecedência em São Paulo e repetiu o desempenho em Sydney.
O custo estimado apenas para o trecho entre Brasil e Austrália gira em torno de US$ 800 mil, aproximadamente R$ 4 milhões, segundo cálculos divulgados pela imprensa australiana. Como o avião precisou voar vazio até São Paulo para buscar a equipe, os custos operacionais do deslocamento anterior podem praticamente dobrar esse valor.
A decisão pelo fretamento está relacionada à dimensão da equipe, formada por cerca de 250 pessoas entre dançarinos, músicos, equipe técnica, segurança e apoio. Em voos comerciais regulares, a alternativa mais rápida entre Brasil e Austrália parte de São Paulo com conexão no Chile, operada por aeronaves como o Boeing 787-9 Dreamliner. Além de exigir ao menos uma parada, o custo médio de uma passagem em classe econômica, sem bagagem despachada, é de cerca de R$ 7 mil por pessoa.
Considerando apenas bilhetes em classe econômica, o gasto poderia chegar a aproximadamente R$ 1,7 milhão. Com acréscimo de bagagens e passagens em classe executiva para parte da equipe e para o cantor, o valor poderia dobrar, tornando o fretamento mais viável financeiramente. Nesse cenário, o Airbus A380 foi apontado como a única aeronave com capacidade para realizar o trajeto sem escalas transportando todo o grupo.