Caetano Veloso visita exposição de Alberto Pitta no Museu de Arte Moderna da Bahia

Caetano Veloso visita exposição de Alberto Pitta no Museu de Arte Moderna da Bahia

Redação Alô Alô Bahia

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Divulgação

Publicado em 22/02/2026 às 13:28 / Leia em 2 minutos

De férias em Salvador, Caetano Veloso tem aproveitado para revisitar lugares afetivos da cidade. Neste sábado (21), o artista esteve no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), ao lado da esposa, Paula Lavigne, para conferir a exposição “Alafiou”, do artista visual Alberto Pitta.

“Estive ontem na exposição no MAM de Alberto Pitta e fiquei maravilhado! O nome da exposição é Alafiou e reúne cerca de 45 anos de produção do nosso conterrâneo baiano”, escreveu o cantor nas redes sociais.

A mostra percorre quatro décadas e meia de produção de Pitta, com a cultura afro-brasileira como eixo central. Inspirada na máxima de Mãe Stella de Oxóssi — “o que não se registra, o tempo leva” —, a exposição destaca o compromisso do artista com a preservação de saberes tradicionalmente transmitidos pela oralidade.

Filho de Mãe Santinha de Oyá, Pitta cresceu em contato com o candomblé e incorporou à sua obra elementos da religiosidade afro-brasileira, além da relação com a costura, que se tornou central em sua percepção de tecido como corpo e memória.

Desde os anos 1980, desenvolve desenhos, colagens, figurinos, estampas e objetos, além de criar identidades visuais de blocos como Olodum, Ilê Aiyê, Apaches do Tororó e Cortejo Afro — este último fundado por ele, em 1998.

A exposição reúne desenhos, colagens, peças de design, publicações, instalações e matrizes serigráficas, além de pinturas recentes. Pitta já participou de mostras como a Bienal de Sydney, a Bienal de São Paulo e “O Quilombismo”, em Berlim. Suas obras integram acervos de instituições como Perez Art Museum Miami, Museu Nacional de Belas Artes, Pinacoteca de São Paulo, MALBA e o próprio MAM-BA.

“Alafiou” fica em cartaz até fevereiro de 2026 e encerra a trilogia do MAM-BA dedicada a artistas baianos que ampliam o diálogo entre cultura popular e erudita, iniciada em 2023 com J. Cunha e seguida por Goya Lopes.

 

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