Maior exposição individual de Zéh Palito entra em reta final no MAC_Bahia

Maior exposição individual de Zéh Palito entra em reta final no MAC_Bahia

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Andrea May/MAC_Bahia

Publicado em 19/02/2026 às 17:59 / Leia em 2 minutos

O Museu de Arte Contemporânea da Bahia, vinculado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, encerra neste domingo (22) a exposição “Do pranto o oceano, e nadamos no amor”, do artista plástico Zéh Palito. A mostra, que recebeu mais de 55 mil visitantes durante os três meses em que esteve em cartaz, é a primeira individual do artista em uma instituição museológica brasileira.

Para marcar o encerramento, o público poderá participar de uma ativação de obra inflável gigante, durante todo o domingo. Às 17h, está prevista uma visita mediada com o artista e o curador Daniel Rangel, entre outras atividades.

A exposição reúne obras recentes que ampliam a pesquisa de Zéh Palito entre cultura pop, estética tropical e questões sociais, com reflexões sobre identidade, ancestralidade e representatividade. O acervo inclui 21 pinturas, uma escultura, seis instalações, um mural e a ativação de um cacho de bananas inflável, produzidos entre 2022 e 2025, além de uma série inédita criada especialmente para a ocasião, em homenagem a nomes fundamentais das artes visuais baianas, como Emanoel Araújo, Mestre Didi, Yedamaria, Estevão Silva e Rubem Valentim. “A Bahia é um dos lugares mais potentes do mundo. Aqui a arte pulsa”, afirma Zéh.

Com formação em design gráfico pela FAAL e passagem pela Escola Municipal de Cultura e Artes de Campinas, o artista iniciou sua trajetória na pintura aos 15 anos, tendo o grafite como instrumento de expressão e engajamento social. Desde então, percorreu mais de 30 comunidades no Brasil e desenvolveu projetos em países da África e das Américas.

A mostra evidencia o amadurecimento de sua produção, marcada pela fusão entre pintura de rua e pintura de cavalete. Em telas de cores vibrantes e tons pastéis, com uso expressivo de tinta acrílica, o artista constrói cenas com personagens negros em cenários fantásticos, permeados por frutas, flores e elementos da cultura urbana, estabelecendo diálogos entre ancestralidade, desejo e consumo.

 

 

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