Parque Marinho da Barra tem fiscalização reforçada e 64 barcos são notificados no Carnaval

Parque Marinho da Barra tem fiscalização reforçada e 64 barcos são notificados no Carnaval

Redação Alô Alô Bahia

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Jefferson Peixoto/Secom PMS

Publicado em 17/02/2026 às 09:04 / Leia em 3 minutos

A Prefeitura de Salvador intensificou a fiscalização no Parque Natural Municipal Marinho da Barra durante o Carnaval e já notificou 64 embarcações por descumprimento das regras de proteção ambiental. A ação tem como foco preservar a biodiversidade e os três naufrágios históricos existentes na área, situada entre o Farol da Barra e o Forte de Santa Maria.

Considerado o primeiro parque marinho municipal do Brasil, o espaço conta com um perímetro de proteção de cerca de 300 mil m², demarcado por boias e por uma faixa de alerta de aproximadamente 50 metros no cais, de frente para o mar. A Capitania dos Portos atua em parceria com a gestão municipal, realizando abordagens sempre que embarcações ultrapassam o limite permitido.

A ancoragem é proibida no local, já que o uso de âncoras pode causar danos aos corais e aos naufrágios históricos. Segundo o diretor de Sistemas de Áreas de Valor Ambiental e Cultural de Salvador (Savam) da Secis, João Resch, o maior fluxo irregular ocorre nos momentos de saída dos trios elétricos no Farol da Barra, quando lanchas tentam se aproximar da festa.

“É uma questão de sensibilidade, de atenção e de respeito ao local, que é uma área de conservação integral. Você tem três fundeios históricos ali que precisam ser preservados, então a gente precisa batalhar por isso”, lembrou.

Mais do que punir, ações visam conscientização | Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS

De acordo com o secretário municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), Ivan Euler, o parque possui um conselho gestor formado por diversas instituições e organizações, responsáveis por iniciativas permanentes de monitoramento e conscientização. A fiscalização é reforçada no Carnaval, mas ocorre ao longo de todo o ano.

“O mergulho contemplativo, por exemplo, é permitido, mas sem pesca. Jogar lixo, de forma alguma. É uma área voltada para a contemplação, o que também é importante para o turismo, porque existe o turismo náutico em Salvador. Em determinados períodos do ano, a gente recebe as baleias. Então, também aproveitamos o Carnaval para falar do parque marinho e do turismo náutico como uma forma de fortalecer o turismo na cidade”, disse.

A gestão municipal reforça que o objetivo das ações não é apenas coibir irregularidades durante a folia, mas ampliar a conscientização sobre a importância ambiental e turística do parque, um dos principais cartões-postais marítimos da capital baiana.

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