O Banco Central (BC) divulgou, nesta terça-feira (10), um novo balanço sobre o dinheiro esquecido no sistema financeiro nacional. Ainda restam R$ 10,27 bilhões disponíveis para saque nas instituições bancárias, referentes a dados contabilizados até dezembro do ano passado.
O montante está dividido entre pessoas físicas e jurídicas. A maior fatia, de R$ 7,97 bilhões, pertence a 49,59 milhões de brasileiros. Já as empresas somam 5,02 milhões de CNPJs com direito a resgatar um total de R$ 2,29 bilhões. Até o momento, o sistema já devolveu R$ 13,35 bilhões aos correntistas.
Embora o cronograma inicial previsse um prazo até outubro de 2024, o Ministério da Fazenda esclareceu que os valores continuam disponíveis para resgate e não há data limite imediata para a retirada. A consulta e o pedido de devolução devem ser feitos exclusivamente através do site oficial.
O sistema atende tanto pessoas vivas quanto empresas, além de permitir a consulta de valores deixados por pessoas falecidas.
Neste último caso, é necessário ser herdeiro, inventariante ou representante legal, preenchendo um termo de responsabilidade para acessar os dados.
Passo a passo para o resgate:
- Chave Pix: É a forma mais rápida de receber. O usuário informa a chave no sistema e aguarda o depósito.
- Sem Pix: Quem não tiver a chave cadastrada deve entrar em contato diretamente com a instituição financeira para combinar a forma de transferência ou criar uma chave e retornar ao site.
Saque automático
O BC também implementou a funcionalidade de “solicitação automática”, que dispensa a necessidade de consultas manuais periódicas. A adesão é opcional e requer:
- Conta gov.br nível prata ou ouro;
- Verificação em duas etapas ativada;
- Chave Pix do tipo CPF cadastrada na instituição financeira.
Ao ativar essa função, o dinheiro é depositado automaticamente na conta vinculada ao CPF, sem aviso prévio do Banco Central.
Vale ressaltar que contas conjuntas ou instituições que não aderiram ao termo de devolução via Pix ainda exigem o pedido manual.
O Banco Central reforça que não entra em contato com cidadãos por telefone, SMS ou aplicativos de mensagem para tratar de valores a receber. Qualquer solicitação de dados pessoais ou pagamento de taxas para liberar recursos é golpe.