Bad Bunny faz história no Super Bowl 2026 com show em espanhol e convidados surpresa

Bad Bunny faz história no Super Bowl 2026 com show em espanhol e convidados surpresa

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Carlos Barria/Reuters

Publicado em 09/02/2026 às 06:06 / Leia em 4 minutos

Neste domingo (8), o mundo musical e esportivo foi literalmente dividido ao meio durante o espetáculo mais assistido da temporada de esportes nos Estados Unidos. Bad Bunny, o artista porto-riquenho que se tornou um dos nomes mais influentes da música global, foi o protagonista do Apple Music Super Bowl LX Halftime Show no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, transformando o intervalo da final da NFL em um tributo vibrante à cultura latina e à sua própria trajetória artística.

Com um repertório que misturou sucessos consagrados e momentos especialmente coreografados para o enorme palco, incluindo “Tití Me Preguntó”, “Yo Perreo Sola”, “Safaera”, “Voy a Llevarte Pa’ Puerto Rico” e “DtMF”, o artista, que teve o primeiro álbum totalmente em língua não inglesa a ganhar o Grammy de “Album of the Year”, não apenas fez música, mas contou uma história de identidade, orgulho cultural e união.

Bad Bunny recebeu Lady Gaga | Foto: Carlos Barria/Reuters

O impacto foi imediato. Antes mesmo de o jogo retomar, internautas e fãs nas redes sociais já celebravam uma daquelas performances que transcendem o entretenimento. Parte da repercussão se deve também às participações surpresa: no meio do show, Lady Gaga subiu ao palco para uma emocionante versão de salsa de “Die With A Smile”, enquanto Ricky Martin se juntou a ele em outro trecho da apresentação, momentos que rapidamente viralizaram e dominaram trending topics no Twitter e plataformas de vídeo.

Ricky Martin também foi convidado | Foto: Mark J. Rebilas

Além da festa musical, Bad Bunny fez questão de transformar seu tempo no palco em um ato de afirmação cultural. Ele erguia a bandeira de Porto Rico, entregou palavras de união e celebrou a música latina num evento global que, até então, raramente dava espaço a performances em espanhol em sua totalidade. Esse aspecto emocionou especialmente fãs porto-riquenhos e latino-americanos, alguns dos quais pararam coletivamente por minutos ao redor da ilha para aplaudir a performance, um gesto que repercutiu em reportagens internacionais como símbolo de orgulho e representatividade.

A resposta da crítica foi amplamente positiva, destacando não só a energia e a produção da apresentação, mas também o significado cultural do momento: Bad Bunny se tornou o primeiro artista latino a cabecear um show de intervalo quase totalmente em espanhol, quebrando paradigmas e levando mensagens de diversidade e inclusão para um dos palcos mais vistos do planeta.

Em um dos momentos mais marcantes da noite, Bad Bunny ergueu a bandeira de Porto Rico ao lado da bandeira dos Estados Unidos e citou, um a um, os nomes dos países que formam a América, em clara crítica aos próprios estadunidenses, que costumam se referir ao país como simplesmente “América”.

 

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A apresentação, claro, foi criticada pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou o show como um tapa na cara do país. Em post na própria rede social, a Truth Social, o republicano disse que “é um desrespeito à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência”. Trump disse ainda que “ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo” e que o ‘show’ é apenas um ‘tapa na cara’ do nosso país”.

Veja a apresentação completa aqui.

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