Lavagem de Itapuã celebra 121 anos com o samba como tema e antecipa o Carnaval de Salvador; veja fotos

Lavagem de Itapuã celebra 121 anos com o samba como tema e antecipa o Carnaval de Salvador; veja fotos

Redação Alô Alô Bahia

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Alô Alô Folia 2026

Jefferson Peixoto / Secom PMS

Publicado em 05/02/2026 às 18:47 / Leia em 3 minutos

O samba, ritmo escolhido como grande homenageado do Carnaval deste ano, também deu o tom da Lavagem de Itapuã, realizada nesta quinta-feira (5). A celebração, que completa 121 anos de história, antecipou o clima da maior festa de rua do planeta ao eleger o gênero como tema do tradicional folguedo pré-carnavalesco.

Nascida como a lavagem das escadarias da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Itapuã, a festa ganhou força com a participação popular e, hoje, ao lado da Festa de Iemanjá, é reconhecida como um dos principais símbolos da união entre o sagrado e o profano nas grandes manifestações de rua de Salvador.

Lavagem de Itapuã celebra 121 anos com o samba como tema e antecipa o Carnaval de Salvador

Sob o lema “Tudo Isso Acontece em Itapuã”, a Lavagem reuniu tradição, fé, identidade cultural e expressões das comunidades ancestrais da cidade. A programação começou ainda na madrugada, com a concentração à meia-noite e a saída do Bando Anunciador por volta das 2h. Às 5h, ocorreu a Lavagem Nativa, seguida da alvorada de fogos. Já às 7h, o grupo Mulheres que Incentivam abriu alas no contrafluxo da festa, antecedendo o cortejo das baianas do Coqueiral de Piatã e dos demais grupos culturais.

Entre os destaques da celebração, a Escola de Samba Unidos de Itapuã marcou presença ao lado de blocos, charangas e cordões temáticos, reunindo milhares de pessoas nas ruas do bairro. Presidente do Santuário Zé Pelintra Salvador, o babalorixá Pai Wellington Luís destacou a escolha do samba como símbolo de resistência cultural e religiosa.

Lavagem de Itapuã celebra 121 anos com o samba como tema e antecipa o Carnaval de Salvador

“Partindo da escolha do samba como grande homenageado do Carnaval deste ano, trouxemos também para a Lavagem de Itapuã essa reverência. Representar o Santuário de Zé Pelintra, que também é do samba e do suingue do Carnaval, é reafirmar tradição e resistência em tempos de intolerância religiosa”, afirmou.

Um dos homenageados da edição, o aposentado Ulisses dos Santos, de 84 anos, participa da Lavagem desde a infância e relembra a força da manifestação ao longo das décadas. “A Lavagem de Itapuã é um sentimento muito forte. Já vivemos tempos em que a festa era feita com nossos próprios recursos. Algumas coisas se perderam, mas a resistência segue viva graças à comunidade”, disse.

A importância da celebração para os grupos culturais locais também foi destacada por Agnaldo Fonseca, coordenador do Departamento de Dança do bloco afro Malê Debalê. “São 121 anos de uma manifestação construída pela comunidade, envolvendo ganhadeiras, ambulantes e agentes que movimentam a economia do bairro”, ressaltou.

Cerca de 200 bailarinos do Malê Debalê tomaram as ruas de Itapuã, antecipando um recorte do tema do grupo para o Carnaval de 2026, “Malê na corte de Oxalá”. A expectativa é de que 600 dançarinos desfilem pelos circuitos da capital durante a folia momesca.

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