Ano decisivo no Congresso: Planalto acelera pautas populares de olho nas eleições

Ano decisivo no Congresso: Planalto acelera pautas populares de olho nas eleições

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

José Mion/Alô Alô Bahia

Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Publicado em 03/02/2026 às 06:31 / Leia em 3 minutos

Enquanto boa parte do país já estava a todo vapor desde os primeiros dias de janeiro, deputados e senadores só retomaram oficialmente os trabalhos nesta semana, abrindo um ano considerado decisivo em Brasília. Em meio ao calendário eleitoral que se aproxima, cada avanço ou impasse no Congresso tende a ter reflexos diretos nas urnas, o que leva o Palácio do Planalto a intensificar as articulações para destravar pautas com forte apelo popular.

Entre as prioridades está a chamada PEC da Segurança Pública, principal vitrine da Câmara neste primeiro semestre. A proposta busca ampliar os poderes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, mas enfrenta resistência de governadores, que enxergam risco de interferência da União sobre atribuições dos estados. No Senado, outra frente sensível para o governo é o projeto que propõe o fim da escala 6×1, com redução da jornada semanal para 36 horas, considerada estratégica pelo Planalto na agenda social.

Também está no radar a regulamentação do trabalho por aplicativos. A ideia do governo é estabelecer uma remuneração mínima por entrega ou corrida e garantir acesso à Previdência Social aos trabalhadores do setor, que hoje reúne mais de 1,7 milhão de pessoas. Apesar da relevância, o texto ainda não foi enviado ao Legislativo. Paralelamente, o Executivo corre contra o tempo para concluir a tramitação de medidas provisórias, com destaque para o Gás do Povo, que institui um vale-gás integral para famílias de baixa renda. O texto-base já foi aprovado, mas a MP perde a validade no próximo dia 10.

Fora do Congresso, Lula e sua equipe também atuam para viabilizar o acordo entre Mercosul e União Europeia, tratado visto como capaz de impulsionar diversos setores da economia, especialmente o agronegócio. Após um 2025 marcado por altos e baixos na relação entre Planalto e Legislativo, o presidente sabe que precisará do apoio do Congresso para ampliar suas chances de reeleição e, nesse contexto, tem buscado reaproximação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (na foto).

Ainda assim, o caminho não deve ser simples. Além da oposição organizada, a instalação da CPI do INSS e a possibilidade de uma CPI do Banco Master podem consumir tempo e energia do Parlamento, atrasando a tramitação de projetos considerados prioritários pelo governo.

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia