O ensaio aberto da Orquestra Afrosinfônica, realizado nesta terça-feira (3), transformou o casarão de número 10, no Largo do Pelourinho, em um dos pontos mais disputados do Centro Histórico de Salvador. No espaço recém-reformado que abriga a Casa da Ponte, uma longa fila se formou desde o fim da tarde para garantir acesso às sessões musicais conduzidas pelo maestro Ubiratan Marques.
Integrando a programação do Verão 2026, o último ensaio ganhou contornos ainda mais especiais com a participação do BaianaSystem, que dividiu o ambiente com os cerca de 30 músicos da orquestra. Com base em percussão, piano, sopros, contrabaixos e vozes femininas, o grupo apresentou a proposta artística definida por Ubiratan Marques como “Afrosinfônica”, resultado de pesquisas sonoras ligadas à música brasileira e à consciência do processo cultural da diáspora africana.
Cada sessão tem capacidade para 60 pessoas e tem os convites distribuídos por ordem de chegada. Diante da grande procura, a organização ampliou a programação da edição de fevereiro: de três apresentações inicialmente previstas, cinco acabaram sendo realizadas para atender ao público que aguardava na porta do imóvel histórico.
Com exclusividade, o Alô Alô Bahia confirmou que os ensaios abertos da Afrosinfônica não ficarão restritos ao período do verão. A iniciativa seguirá ao longo do ano, sempre na primeira terça-feira de cada mês, mantendo o casarão como ponto de encontro entre público e música.
Casa Ponte
O público que compareceu também pôde conhecer de perto a Casa da Ponte. O imóvel é tombado pelo IPHAN, com 862 m² e fica localizado na poligonal do Centro Histórico (sítio reconhecido pela UNESCO), quase em frente à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e próximo ao lado da Fundação Casa de Jorge Amado. O espaço, recém-inaugurado após a reforma, funciona como estúdio moderno para apresentações, ensaios e gravações, além de abrigar salas para aulas coletivas e individuais do Núcleo Moderno de Música, áreas administrativas e de reuniões. No quintal, há ainda um deck voltado para a Baía de Todos os Santos, que será usado, entre outras funções, como palco para concertos menores e apresentações de alunos.