Ilê Aiyê recebe Cortejo Afro em último ensaio no Pelourinho antes do Carnaval

Ilê Aiyê recebe Cortejo Afro em último ensaio no Pelourinho antes do Carnaval

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Vitor Santos / André Frutuôso

Publicado em 29/01/2026 às 18:05 / Leia em 2 minutos

Em ritmo de Carnaval, o Ilê Aiyê realiza seu último Ensaio Geral neste sábado (31), na Praça das Artes  Mestre Neguinho do Samba, no Pelourinho, em Salvador. A partir das 20h, a anfitriã Band’Aiyê recebe como convidados o Cortejo Afro e o grupo Irmãos no Couro, para apresentar ao público uma prévia do espetáculo que o bloco levará para a maior festa de rua do planeta.

Em um encontro que promete ser memorável, a força da percussão da Band’Aiyê se soma à sofisticação das composições do Cortejo Afro, cuja sonoridade transita entre ritmos de matriz africana, música eletrônica, MPB, pop e influências latinas, promovendo um diálogo constante entre tradição e contemporaneidade, assim como o Ilê Aiyê.

Já a participação do projeto Irmãos no Couro – Escola de Toques Afros amplia a potência ancestral do ensaio ao trazer para o palco os toques, as cantigas e os ensinamentos herdados dos mestres e mais velhos das religiões de matriz africana. Pioneiro no samba de terreiro em Salvador, o grupo carrega vivências construídas em diferentes terreiros e nações, como Ketu e Angola, reforçando a religiosidade, a ancestralidade e a identidade cultural negra.

A noite marcará também a primeira apresentação da nova Deusa do Ébano, Carol Xavier, moradora de Sussuarana, que se prepara para puxar o bloco afro mais antigo do Brasil pela avenida. O figurino da Rainha será confeccionado com o mesmo tecido que vai vestir os associados do Ilê Aiyê durante a folia, antecipando a identidade visual do bloco em 2026.

Inspirado pelo tema do Carnaval deste ano, “Turbantes e Cocares: a história de resistência do povo afro e indígena de Maricá”, o ensaio adianta a narrativa que o Ilê Aiyê vai trazer para as ruas sobre a valorização da ancestralidade, da memória e da conexão entre Bahia e Rio de Janeiro. Ao celebrar a herança afro-indígena de Maricá, o bloco reafirma o Carnaval como espaço de educação, resistência e afirmação identitária, onde música, estética e território se entrelaçam como linguagem política e cultural.

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia