Festa de Iemanjá reúne fé, cultura e preservação da memória no Rio Vermelho

Festa de Iemanjá reúne fé, cultura e preservação da memória no Rio Vermelho

Redação Alô Alô Bahia

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Bruno Concha

Publicado em 29/01/2026 às 13:24 / Leia em 2 minutos

Celebrada na próxima segunda-feira (2), a Festa de Iemanjá volta a ocupar o bairro do Rio Vermelho, em Salvador, reunindo milhares de fiéis, pescadores, moradores e turistas em uma das mais tradicionais manifestações religiosas e culturais da cidade. A celebração conta com o apoio da Prefeitura, que mobiliza serviços de mobilidade, saúde, ordem pública e segurança.

Festa de Iemanjá reúne fé, cultura e preservação da memória no Rio Vermelho

Realizada a partir da Colônia de Pescadores Z1 e da Casa de Iemanjá, a festa atravessa gerações e é considerada um dos principais símbolos da identidade cultural soteropolitana. Em 2020, o evento foi registrado como Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador pela Fundação Gregório de Mattos (FGM).

Responsável pela política cultural do município, a FGM acompanha de forma permanente as festas populares da cidade, com o objetivo de preservar seus elementos essenciais. Entre as ações recentes estão a elaboração do Plano de Salvaguarda da Festa de Iemanjá, o restauro da imagem da orixá em frente à Casa de Iemanjá e a recuperação de embarcações utilizadas pelos pescadores na procissão marítima.

Festa de Iemanjá reúne fé, cultura e preservação da memória no Rio Vermelho

Neste ano, também está em andamento a restauração da escultura da sereia do Largo da Mariquita, obra do artista Tatti Moreno, como parte das iniciativas voltadas à preservação da memória da celebração.

Única festa dedicada exclusivamente a um orixá no calendário cultural da capital baiana, sem sincretismo religioso, a Festa de Iemanjá reforça a relação histórica de Salvador com o mar e com a Baía de Todos-os-Santos, além de destacar temas como preservação ambiental e valorização das matrizes africanas.

Os pescadores da Colônia Z1 seguem como protagonistas da celebração. Para eles, a devoção à Rainha do Mar e a entrega das oferendas em alto-mar representam não apenas fé, mas também a manutenção de uma tradição centenária que permanece viva na cidade.

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