O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará aos Estados Unidos, em março, para um encontro com Donald Trump. A reunião ocorrerá na Casa Branca, em Washington.
A informação foi confirmada pelo próprio Lula em conversa com a imprensa no Panamá, onde participará como convidado especial do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, a convite do país anfitrião.
“No começo de março eu vou fazer uma viagem a Washington porque os Estados Unidos e o Brasil são as duas principais democracias do Ocidente e eu acho que dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro, para que a gente possa discutir as boas relações entre Brasil e Estados Unidos”, disse Lula. “Eu estou convencido que a gente vai voltar à normalidade logo, que a gente vai fortalecer o multilateralismo e que a gente vai fazer com que as economias voltem a crescer, porque é isso que o povo espera de todos nós”, acrescentou.
Os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos conversaram por telefone na segunda-feira (26) e trataram de diversos assuntos, incluindo a situação na Venezuela, o plano de paz para a Faixa de Gaza e o combate ao crime organizado, de acordo com nota oficial do Palácio do Planalto.
No Panamá, Lula também foi questionado sobre a crise na Venezuela e a presença militar dos EUA no Caribe. Ele disse que conversou duas vezes com a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, ainda nos dias que se seguiram à invasão militar norte-americana, em Caracas, mas que vai ligar novamente para a sucessora de Nicolás Maduro.
“Eu conversei duas vezes com a presidente Delcy, mas não entrei em detalhe porque ela estava muito preocupada com os acontecimentos recentes. Eu proximamente vou falar com a presidente Delcy. Eu espero que ela consiga dar conta do recado. É importante que o presidente Trump permita que a Venezuela possa cuidar da sua soberania, cuidar dos interesses democráticos da Venezuela e vamos ver o que que vai acontecer. Está tudo muito recente e eu acho que nós temos que ter um pouco de paciência porque quem vai encontrar uma solução para o povo da Venezuela é o próprio povo venezuelano”, afirmou.
O presidente brasileiro disse que vem dialogando com diferentes líderes internacionais em defesa do multilateralismo e citou a conversa que teve nesta segunda com o francês Emmanuel Macron, com o presidente do Chile, Gabriel Boric, e com o próprio Trump, no dia anterior.