Exposição ocupa a Vila Brandão com homenagem a Iemanjá em Salvador

Exposição ocupa a Vila Brandão com homenagem a Iemanjá em Salvador

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Divulgação/Centro Cultural Daniel Solis

Publicado em 28/01/2026 às 10:57 / Leia em 2 minutos

A Nonada, projeto e galeria de arte contemporânea que atua de forma colaborativa, realiza pela primeira vez uma exposição itinerante em Salvador. Intitulada “NND Não é Aqui: Sereismos”, a mostra ocupa o Centro Cultural Daniel Solis, na Vila Brandão, nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, das 14h às 20h, reunindo obras de artistas do seu acervo em uma proposta que cruza arte, espiritualidade e ancestralidade, tendo Iemanjá como eixo simbólico e narrativo.

Criada com a proposta de circular por diferentes cidades e contextos, a Nonada funciona como uma galeria nômade, voltada à descentralização do acesso à arte e à criação de diálogos entre territórios, públicos e linguagens. Em Salvador, o projeto promove um mergulho poético no universo dos sereismos, conceito que atravessa o imaginário do mar, as forças femininas ligadas às águas e referências afro-brasileiras, a partir de uma curadoria que aposta na diversidade de olhares e procedimentos artísticos.

Fotografia: Lázaro Roberto

A exposição reúne trabalhos de nomes como Yeda Maria, Iole de Freitas, Andy Vilella, Thamyres Bonadio, Marlon Amaro, Daniel Barreto, Bertô, Lázaro Roberto e Thiago Rocha Pitta, entre outros artistas representados pela Nonada. Pinturas, esculturas, fotografias e outros suportes dialogam em uma narrativa sensível e contemporânea, marcada pela relação entre corpo, água, memória e espiritualidade.

A escolha da Vila Brandão como sede da primeira passagem do projeto por Salvador reforça o caráter simbólico da iniciativa. Localizada aos pés do Corredor da Vitória, uma das áreas mais valorizadas da cidade, a comunidade se destaca por sua paisagem singular, onde o cotidiano popular convive com o mar e com uma vista privilegiada da Baía de Todos-os-Santos. Nesse cenário, a exposição propõe uma ocupação que aproxima arte e território, ampliando o alcance das experiências culturais.

Em sintonia com as celebrações do Dia de Iemanjá, comemorado oficialmente em 2 de fevereiro, a programação se antecipa e inclui, no domingo, uma roda de samba em homenagem à Rainha do Mar, integrando artes visuais, música e tradição popular no mesmo espaço. A entrada é gratuita.

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