Erika Hilton pede investigação por suspeita de fraude na venda de ingressos para show de Harry Styles

Erika Hilton pede investigação por suspeita de fraude na venda de ingressos para show de Harry Styles

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Tiago Mascarenhas

Reprodução/Instagram/Divulgação

Publicado em 27/01/2026 às 18:39 / Leia em 2 minutos

A venda de ingressos para a turnê do cantor britânico Harry Styles no Brasil, com apresentações marcadas para os dias 17 e 18 de julho, virou alvo de contestação política.

Após uma enxurrada de reclamações de fãs sobre dificuldades na compra, a deputada Erika Hilton (PSOL) anunciou que acionou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Procon-SP para investigar possíveis irregularidades no processo.

O foco da denúncia é a atuação organizada de cambistas e o esgotamento instantâneo dos bilhetes, mesmo para quem estava fisicamente na fila.

Nas redes sociais, a parlamentar questionou a lógica da operação. “Como as primeiras pessoas das filas, tanto a geral quanto a PCD, não conseguiram comprar ingressos, mas os cambistas já tinham ingressos em mãos?”, escreveu.

Hilton levanta a suspeita de que possa ter ocorrido venda prévia ou privilegiada para grupos de revenda, burlando o limite de compras por CPF.

Ela também destacou que a Ticketmaster, plataforma responsável pela comercialização, já enfrenta processos nos Estados Unidos por práticas semelhantes consideradas lesivas ao consumidor.

CPI e relatos de fãs

O movimento ganhou reforço na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O deputado Guilherme Cortez (PSOL) defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a atuação de produtoras e cambistas. Segundo ele, existe uma “indústria lucrando às custas da extorsão dos sonhos dos fãs”.

A revolta do público se baseia em relatos de quem acampou ou chegou cedo às bilheterias físicas e, ainda assim, encontrou o setor de pista ou meia-entrada esgotado no momento exato da abertura das vendas. Enquanto isso, ingressos já circulavam em mercados paralelos a preços inflacionados.

Diante das acusações, a Ticketmaster se manifestou por meio de nota. A empresa negou qualquer tipo de parceria com operadores de revenda ou cambistas e afirmou que não realiza vendas antecipadas para esses grupos.

A companhia sustentou que não apoia o mercado ilegal e classificou as alegações de favorecimento como incorretas.

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