Wagner Moura acaba de cravar seu nome em um dos recortes mais raros da história do Oscar. Com a indicação a Melhor Ator por “O Agente Secreto”, performance inteiramente em língua não inglesa, o baiano passa a integrar um seleto grupo de apenas nove atores que conseguiram esse feito ao longo de quase um século de premiação. Esta é apenas a 11ª vez que um ator é indicado nessa categoria por um filme falado fora do inglês e, entre eles, Wagner é o primeiro representante da América Latina.
A lista é curta, histórica e majoritariamente europeia. Ela começa em 1963, com Marcello Mastroianni por “Divórcio à Italiana”, e inclui nomes que ajudaram a redefinir o cinema de seus países e do mundo, como Giancarlo Giannini (“Pasqualino Sete Belezas”, 1977), o próprio Mastroianni em outras duas ocasiões (“Um Dia Muito Especial”, 1978, e “Olhos Negros”, 1988), Max von Sydow (“Pelle, o Conquistador”, 1989), Gérard Depardieu (“Cyrano de Bergerac”, 1991), Massimo Troisi (“O Carteiro e o Poeta”, 1996), Javier Bardem (“Biutiful”, 2010) e Antonio Banderas (“Dor & Glória”, 2020). Entre todos eles, apenas um saiu vencedor: Roberto Benigni, que fez história ao ganhar o Oscar em 1999 por “A Vida é Bela”.
Ao se juntar a esse grupo em 2026, Wagner Moura não apenas alcança um marco individual raro, como também amplia o alcance simbólico do cinema brasileiro e latino-americano dentro da maior premiação do audiovisual mundial. Na cerimônia do dia 15 de março, Wagner Moura concorrerá contra Timothée Chalamet, de “Marty Supreme”; Ethan Hawke, de “Blue Moon”; Michael B. Jordan, de “Pecadores” e Leonardo di Caprio, de “Uma Batalha Após a Outra”.