Europa aposta em rede de trens de alta velocidade para unificar o continente

Europa aposta em rede de trens de alta velocidade para unificar o continente

Redação Alô Alô Bahia

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Reprodução / Redes sociais

Publicado em 24/01/2026 às 15:05 / Leia em 2 minutos

Imagine começar o dia em uma praia da Grécia e terminar com um jantar na Bulgária, ou almoçar em Berlim e aproveitar o fim de tarde em Copenhague. Esse cenário pode se tornar realidade a partir de 2040 com o novo plano da Comissão Europeia para ampliar e integrar a rede de trens de alta velocidade no continente. Algumas rotas, inclusive, devem começar a operar já em 2030.

A proposta faz parte da nova Rede Transeuropeia de Transportes (TEN-T), anunciada no fim de 2025, que prevê a modernização das infraestruturas ferroviárias para transporte de passageiros e cargas. O objetivo é reduzir o tempo das viagens, ampliar as conexões entre países e tornar o sistema mais sustentável.

Atualmente, a Europa conta com cerca de 12.128 quilômetros de linhas de alta velocidade, concentradas principalmente em países como França, Alemanha, Itália e Espanha. Já na Europa Central e Oriental, a oferta é limitada e, em muitos casos, sem trens de alta performance. O novo plano pretende corrigir esse desequilíbrio, expandindo a rede para essas regiões.

Entre as metas está a adoção de trens super-rápidos, inclusive movidos a combustíveis alternativos, como o hidrogênio. A expectativa é que, até 2040, as principais linhas europeias estejam aptas a operar com velocidades iguais ou superiores a 160 km/h. A iniciativa também integra a agenda ambiental da União Europeia, que busca alcançar a neutralidade de carbono até 2050.

Além das ferrovias, o projeto prevê a integração dos trens com outros modais de transporte, como metrôs urbanos, aviões e rotas marítimas. A ideia é concentrar tudo em uma única plataforma, permitindo que o passageiro planeje e compre toda a viagem em um só lugar.

Embora o foco principal seja o transporte de pessoas, a modernização da malha ferroviária também deve gerar impactos econômicos relevantes, facilitando a circulação de cargas e mercadorias dentro do bloco europeu. Um projeto ambicioso que promete transformar a forma de viajar pelo continente.

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