A Escola Afro-brasileira Maria Felipa, primeira instituição de educação infantil com foco antirracista do país, seguirá em funcionamento após receber um investimento de um artista baiano e antirracista. O anúncio foi feito pela escritora Bárbara Karine e pela especialista em Economia Criativa Maju Passos, sócio-fundadoras da escola, que haviam comunicado o encerramento das atividades na última quarta-feira (7).
Por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, as gestoras relataram dias difíceis após o anúncio do fechamento. Vencedora do Prêmio Jabuti, Bárbara Karine destacou que o apoio do artista surgiu após uma manifestação realizada por profissionais da instituição, localizada no Porto da Barra, na quinta-feira (8).
Ver essa foto no Instagram
“Após o ato, um importante artista baiano entrou em contato conosco dizendo que estava disposto a tudo para o projeto não fechar. Ali começou uma grande reviravolta”, escreveu Bárbara em publicação no Instagram.
A partir de agora, a escola passará a funcionar por meio do CNPJ do Instituto Brasileiro Maria Felipa, criado pelas gestoras em 2023. O investimento realizado pelo artista foi de R$ 400 mil, valor que cobre parte das despesas para a retomada das atividades.
Segundo as fundadoras, o orçamento total necessário para garantir o funcionamento da instituição em 2026 é de R$ 600 mil. Atualmente, cerca de 50% das crianças matriculadas são bolsistas. Para arrecadar o valor restante, a escola abriu uma vaquinha online.