A capital baiana já registrou quase 80 casos de afogamento nas praias em 2026. Somente nos quatro primeiros dias do ano, 57 ocorrências de afogamento foram registradas pela Salvaram, além de 24 pessoas perdidas nas praias. Além disso, mais 20 casos de afogamento foram notificados da última segunda-feira (5) até essa sexta-feira (9). O número é mais do que o dobro dos casos de resgate registrados durante todo o mês de janeiro de 2025, quando a autarquia contabilizou 34 ocorrências.
“Esse foi um número grande de ocorrências durante o início do ano, mas a gente entende que com essa onda de calor que tivemos, as pessoas acabaram procurando realmente a praia”, afirma o coordenador da Salvamar, Kailani Dantas. Ele destaca a importância da população procurar praias que tenham salva-vidas. “A equipe está atuando em todos os momentos, trabalhando nos postos, com rodas intensivas e ostensivas também, dando total segurança à população de Salvador”, diz.
Vale ressaltar que a Salvamar dispõe de agentes, distribuídos em postos ao longo de 28 quilômetros de orla e outros quatro postos móveis, que atuam diariamente e servem também a eventos da cidade. O órgão também realiza a distribuição de pulseiras de identificação para crianças nas praias, especialmente em Piatã.
Dicas – Com atuação nas praias há três anos e meio, o salva-vidas Pedro Henrique Nascimento utiliza as redes sociais para compartilhar conselhos para que banhistas tenham uma experiência segura. Algumas das dicas são ficar perto de um posto de salva-vidas, verificar se a estrutura está ativa e perguntar ao salva-vidas presente qual o melhor local para banho. “Se não tiver salva-vidas, indico procurar algum barraqueiro e pedir indicação, pois eles estão todos os dias na praia e podem sugerir locais menos perigosos”, afirma Nascimento.
O salva-vidas também orienta não entrar no mar em frente a uma bandeira vermelha, que significa alto risco. “Uma coisa importante é: se não sabe nadar, água no joelho está perfeito. Se sabe nadar, no máximo água na cintura. Como dizemos: ‘Água no umbigo, sinal de perigo’. Se ingerir bebida alcoólica, evitar o banho de mar. E prestar atenção às crianças, não deixar sozinhas. De acordo com as regras internacionais de Salvamento Aquático, a distância correta de uma criança para o responsável é de um braço”, diz.
Contatos – Em caso de emergência, além do contato direto com os profissionais nas praias, o serviço pode ser acionado através do número (71) 3202-4970. Já nas praias fora do trecho Jardim de Alah-Ipitanga, o contato deverá ser feito com o Grupamento Marítimo, do Corpo de Bombeiros, pelo número 193.